“Carpe diem”

"Carpe diem"

Muitas das vezes deixamos para trás alguns sonhos, esquecidos, postos em segundo plano por uma rotina ou simplesmente constantemente adiados para um futuro incerto. Esta pequena frase invoca a capacidade de lutarmos pelos nossos sonhos, de seguir os nossos ideais e de tornar diferente cada dia.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Todos Somos Braga

Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura



http://www.guimaraes2012.pt/

sábado, 8 de outubro de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dia Internacional Amizade

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”
Fernando Pessoa

Um beijinho para todos eles...

Maria do Céu

sexta-feira, 6 de maio de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

UM MARCO HISTÓRICO PARA A ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL

 I Congresso Nacional de Animação Sociocultural

Mais de 600 pessoas e dois Diplomas aprovados por unanimidade e ratificados por aclamação no I Congresso Nacional de Animação Sociocultural: Profissão e Profissionalização dos/as Animadores/as (Aveiro, 18, 19 e 20 Novembro 2010): Código Ético e Deontológico dos/as Animadores/as Socioculturais; Estatuto dos/as Animadores/as Socioculturais.



Eu estive lá!


 




Conclusões:



terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Amizade

A Amizade Verdadeira e Genuína

A amizade verdadeira e genuína pressupõe uma participação intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participação que, por sua vez, significa identificarmo-nos de facto com o amigo. Ora, o egoísmo próprio à natureza humana é tão contrário a tal sentimento, que a amizade verdadeira pertence àquelas coisas que não sabemos se são mera fábula ou se de facto existem em algum lugar, como as serpentes marinhas gigantes.
Todavia, há muitas relações entre os homens que, embora se baseiem essencialmente em motivos egoístas e ocultos de diversos tipos, passam a ter um grão daquela amizade verdadeira e genuína, o que as enobrece ao ponto de poderem, com certa razão, ser chamadas de amizade nesse mundo de imperfeições.
Elas elevam-se muito acima dos vínculos ordinários, cuja natureza é tal, que não trocaríamos mais nenhuma palavra com a maioria dos nossos bons conhecidos, se ouvíssemos como falam de nós na nossa ausência.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

quarta-feira, 14 de julho de 2010

1º. Encontro de Jovens Autores do Concelho

      A Feira do Livro Municipal é um evento único de promoção do livro e da leitura, que decorre todos os anos na primeira semana de Julho, num cenário esplêndido que é o do Parque Urbano da cidade de Ermesinde. São dez dias, onde se combina uma amálgama significativa de editores, livreiros, alfarrabistas, animação... que o convida a “Marcar um encontro com a Cultura...”

http://www.cm-valongo.pt/tag/feira-do-livro/

       Neste contexto de uma plena consciencialização para a leitura, tivemos o prazer de apresentar o “1.º Encontro de jovens autores do concelho”, actividade inserida no Projecto "Letras em movimento", da estagiária de Animação sociocultural. No âmbito do Protocolo de Estágio Instituto Piaget/Biblioteca Municipal.

     O projecto: "Letras em movimento", visa a promoção do livro e da leitura, aproximar os livros das pessoas, e facilitar-lhes oportunidades de leitura. O Animador sociocultural, como mediador, deverá difundir o prazer da leitura, orientar o uso do livro, criar um ambiente favorável à formação do hábito de leitura e estimular a apreciação literária.

“O livro e a leitura permanecem como instrumentos privilegiados de acesso e democratização da cultura” (Ministério da Educação e Cultura, Decreto-Lei nº111/87 de 11 de Março)  


     
      Neste encontro participaram as autoras: Diana Miriam Dias, Joana Silva, Marta Baptista, Patrícia Lino e Rita Coelho, jovens das várias freguesias deste concelho, que partilharam connosco a sua vocação e incentivaram as crianças, jovens e adultos presentes, para a edição dos muitos sonhos, alegrias, tristezas e angústias, que na maioria das vezes não saem da gaveta.
A limar-lhes as arestas da irreverência, na qualidade de moderadora deste encontro, Eugénia Martins, também ela autora do concelho, que nos enriqueceu com a sua experiência de vida!

      Só um verdadeiro leitor é capaz de transmitir a paixão pela leitura: “ler e animar a ler implica paixão, e implica obviamente ler, se não lemos dificilmente poderemos animar a ler, se não nos apaixona a leitura, dificilmente conseguimos apaixonar aos outros, só o que sente paixão, apaixona.” (in interea)

Diana Miriam Dias, nasceu a 24 de Maio de 1986. É natural de Sobrado, Valongo.
Começa a escrever aos 15 anos, com o intuito de desabafar para o papel. Assim, nasce o seu primeiro poema intitulado “Sonho”.
Em Outubro de 2007, inscreve-se no site de poesia “Luso Poemas” e em 2008 no “World Art Friends”.
Em Outubro de 2008 edita o livro “Sentimentos em Palavras”, uma vez que todos os seus poemas eram meros sentimentos descritos em palavras.
Termina em 2010, o Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, no Instituto Superior de Ciências da Saúde – Norte.

Joana da Silva, nasceu em Julho de 1990. É natural de Campo, Valongo.
Desde cedo demonstrou gosto pela escrita.
Em 2002 vence o Concurso Nacional de Poesia Agostinho Gomes, com o poema ‘O tambores da Paz’ e posteriormente vence concursos literários promovidos pela Escola EB 2/3 Padre Américo, Campo e pela Escola Secundária de Valongo. Esteve também presente em alguns Recitais de Poesia, com alguns poemas seus e do pai, João de Deus Silva.
Actualmente frequenta o segundo ano da licenciatura em Ciências do Mar, na Universidade de Aveiro e escreve um blog, o ‘Blog da Juni’, como hobbie e como centro de reciclagem mental. É este último, o principal motivo porque escreve: transforma em palavras vivências e ideias, prontas para serem lidas por quem assim o deseja.

Marta Baptista, nasceu em Outubro de 1979 no Porto. Vive desde 2007 em Ermesinde.
Frequentou o curso de Psicologia durante três anos, mas opta por ingressar no mundo do trabalho, mais propriamente no universo dos relógios, onde actualmente permanece.
Apenas no ano de 2008, decide começar a mostrar um pouco do que já havia escrito até então, já que o gosto pela escrita e pela leitura se fizeram notar desde muito cedo.
O seu pseudónimo literário é Vitória.

Patrícia Lino, nasceu a 26 de Junho de 1990. Natural de Valongo. Frequenta actualmente o 2º ano da Licenciatura em Línguas, Literatura e Culturas, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Em 2007, é organizadora e membro integrante da sessão de poesia Jovens leitores lêem jovem poetas na Escola Secundária Artística de Soares dos Reis, e da sessão de leitura Alatriste nas cidades de Aveiro e Porto.
Em 2008, membro integrante da sessão de poesia em homenagem ao escritor e poeta António Rebordão Navarro, e organizadora de várias sessões de poesia interventiva em memória do 25 de Abril e José Afonso. Primeiro prémio no concurso de crónica organizado pelas Escolas do distrito do Porto. Em 2009, apresentação do projecto Clarice, da sua autoria, no Porto Canal, e conferência na Casa Fernando Passoa (Conferência integrada no colóquio Clarice Lispector, organizado pela embaixada brasileira). Em 2010, participação na Revista de Arte TRAMA, com a publicação do Poema “de como não desposei Inês”. Participação na Semana da Leitura da Escola Secundária Gonçalves Zarco (Matosinhos), com apresentação sobre Clarice Lispector e a sua narrativa breve. Um dos membros integrantes do Projecto francês Leitura Furiosa, coordenado, no Porto, pela escritora Regina Guimarães. Leitura encenada na Associação Qualificar para Incluir.

Rita Coelho, nasceu a 30 de Julho de 1991 na emblemática cidade do Porto, que viria a ser uma das suas fontes de inspiração.
Actualmente a viver em Valongo, reparte a sua vida entre o trabalho, o desporto e a poesia.
A paixão pela poesia surgiu de uma forma inexplicável no ano de 2006, sendo os seus primeiros poemas uma forma de libertar sentimentos presentes na sua alma.

Patrícia Lino, Miriam Dias, Rita Coelho, Eugénia Martins (moderadora), Marta Baptista, e Joana Silva


Parque Urbano Dr. Fernando Melo, Ermesinde


sábado, 3 de julho de 2010

Saudades...

      Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, de todas as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas e dias de exames, enfim... do companheirismo vivido.
      Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez nos continuemos a encontrar quem sabe...
      Podemos telefonar, conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses... anos... até este contacto tornar-se cada vez mais raro. Vamos perder-nos no tempo...
      Um dia os nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são aquelas pessoas?
      Diremos... Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
      A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Faremos promessas de nos encontrar... E nos perderemos no tempo...
      Por isso, fica aqui um pedido desta humilde amiga: não deixem que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades.
      "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" (Fernando Pessoa)

3º Ano Animação Sociocultural

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mãe

Meiga
Amiga
Maravilhosa
Amável

Muitas vezes tive inveja, deste meu falso inimigo. Perdias o teu tempo a estudar e a rir com as tuas amigas, que pensei que te esqueceste de mim, mas agora, já não sou ingénua e sei que este curso (sacrifício), será o teu “ganha pão” e que dele depende o teu futuro. Sei que tu tens o coração maior do mundo e que nunca te esquecerias de mim, és a melhor mãe do mundo. Peço-te desculpa pelo meu descabido ciúme, e digo, sem medo e com todas as letras: EU AMO-TE.



Da tua filha: Catarina

domingo, 27 de junho de 2010

O mundo de Hoje

A sensação do vazio, de frustração e todos estes estados de espírito que fazem com que por vezes, as pessoas se sintam inúteis, é o que sentimos quando tentamos encarar mais de perto o Mundo de Hoje.
Não está nada fácil viver com toda a confusão que nos “varre” a mente, eu própria neste momento sinto uma grande confusão, porque não sei exactamente como me sinto no mundo de hoje.
É extremamente difícil caracterizar o estado de espírito, do Homem de Hoje, porque não tem sempre as mesmas reacções perante o mesmo problema. Por vezes é agressivo, e acho que neste momento toda a gente tem excesso de agressividade; reprimido muitas vezes, durante muito tempo; outras vezes, o Homem é compreensível ou, então, deixa que os problemas passem, levemente, pela sua cabeça, sem lhes dar grande importância. Mas, tenta, dentro do possível, viver pacificamente com os seus problemas nas mais diversas situações.
Como toda a gente, o Homem tem períodos de depressão intensos, por falta de uma ocupação que o realize minimamente, o que faz com que o seu poder de análise, seja mais reflectido e, consequentemente, o contacto com os outros e com os problemas seja mais preocupante, a ponto de sentir uma angústia tão grande, como se existir não fosse preciso.
A agitação, a depressão, a agressividade, a violência psicológica. Mas não só, a tensão nervosa, a presa de chegar a sítio nenhum, são estes os “problemas” de todos os dias da maior parte das pessoas; o Homem, tem que conhecer as suas capacidades para, quando começar a viajem, saber que vai a algum sítio; o fim da humanidade que o Homem tem de ajudar a construir, com calma e alegria, segundo o ritmo próprio de todas as coisas e das suas próprias capacidades.
O Homem, acho que está um bocado naquela fase, por que passam as crianças, não sabe o que quer, mas sabe muito bem o que não quer!!!
Se nos compreendêssemos melhor, poderíamos criar um mundo de Paz, Amor e União; se culturalmente estiver mais próximo, talvez se sinta melhor no mundo de hoje.
Maria do Céu Rocha

Reflexão realizada para a Unidade Curricular "A Humanidade e o Futuro"

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Alforge da vida"

Caminhante,
Porque caminhas?
Calçaste as sandálias
E sem medo de represálias
Seguiste o sonho, o teu destino.

Sabes para onde vais
E as razões que te motivam.
Delineaste o teu ritmo,
Previste os obstáculos:
Não és dos que desanimam.

Ainda agora iniciaste
O percurso que te anima.
Essa fé que te acompanha
Leva uma vida que não é estranha:
Será uma luz que te ilumina.

A meta que foi traçada,
Numa certeza infinita
Testemunha o teu empenho,
O teu ser e o teu saber,
Uma imagem definida.

Num caminho delineado,
Com moderação e afinco
Temos a certeza, a firmação
De merecer admirição,
De ser seguido por quatro ou cinco.

Caminhante
Que já vais longe,
E não deixes de marchar
Sem perder todo o teu brilho,
Leva-me também contigo:
Ensina-me a caminhar.
                                           Madalena Rubalinho

sábado, 5 de junho de 2010

Trabalho de Projecto

O que é?
É um método de trabalho que requer a participação de cada membro de um grupo.
É um trabalho de conjunto, dividido planificado e organizado de comum acordo.
Deve ser orientado para a Resolução de um Problema considerado importante e real por cada um dos participantes para permitir novas aprendizagens e ser estudado ou resolvido tendo em consideração a sociedade em que as pessoas vivem.

Para que é?
Para desenvolver competências sociais, tais como a comunicação, trabalho em equipa, gestão de conflitos, tomada de decisões e avaliação de processos;
Para ligar a teoria à prática;
Para aprender fazendo;
Para fazer uma “interdisciplinariedade” ;
Para aprender a resolver problemas, partindo das soluções e recursos exisentes,
Para promover aprendizagens e desenvolver as “multiplicadas” capacidades dos elementos do grupo.
Para quem?
Para quem gosta de se deixar surpreender pelos alunos;
Para quem acha que é possível conseguir melhor;
Para quem gosta de se divertir a trabalhar;
Para quem tem prática de animação de grupos.

Qual o objectivo?
O objectivo do Trabalho de Projecto é transformar um problema em projecto e concretizá-lo.
Ao fazer de um problema um projecto existe:
 A possibilidade de obter várias repostas
 A implicação dos actores
 A procura de uma intencionalidade e de um “sentido das práticas”

O Trabalho de Projecto é, portanto:
Uma metodologia “investigativa” centrada na resolução de problemas pressupostos pedagógicos do projecto: Está centrado na pessoa, Numa perspectiva construtiva de “aprendiz”, em que o animador assume um papel de menor ou maior intervenção, Envolve trabalho “cooperativo”. Organização em grupo, os elementos aprendem a dividir tarefas e a coordenar esforços na tentativa de resolução de um problema
De onde veio esta ideia?

Séc.:XV – projecto surge ligado à arquitectura. Séc. XVIII - projecto surge associado ao projecto social. Séc::XIX e XX – projecto associado à “intencionalidade,” o ser humano projecta-se m direcção às suas possibilidades

”Em oposição às sociedades tradicionais, a nossa cultura tecnológica fala cada vez mais de projectos (…) através das numerosas mudanças das quais somos testemunhas e ,por vezes, actores, sentimo-nos arrastados por um tempo perspectivo e a melhor maneira de se adaptar a esse tempo é antecipar, prever o futuro.” Boutinet, 1999
Nasce como: movimento de educação progressista associado ao pensamento de Jonh Dewey (1859-1952).
“Um projecto é uma actividade intencional. Pressupõe um objectivo que dá unidade e sentido ás várias acções e está associado a um produto final.” (Kilpatrick, 1918)
Porquê o projecto agora?
A metodologia do Trabalho de Projecto dada a nova inserção social favorece não só as aprendizagens mas também a cooperação, a responsabilidade e a participação na vida social desencadeia um processo de dinamização e interacção de diferentes domínios de actividades: intelectual, criadora, afectiva, comunicativa… Faz com que cada um dos elementos intervenientes aprenda a encontrar o seu lugar no real e ser responsável por algo, gerindo o tempo e os recursos que dispõe.

O projecto de intervenção poderá considerar:
1. A fundamentação do problema;
2. A Justificação da sua pertinência;
3. A definição das metas a atingir;
4. A metodologia e estratégias de intervenção;
5. As repercussões esperadas do Projecto;
6. O Balanço/Avaliação do Projecto.
Fases do Trabalho de Projecto
1. Escolha do Problema
2. Formulação dos problemas parcelares
3. Preparação e planeamento do trabalho (planificação do processo)
4. Trabalho de campo (formulação de grupos de trabalho)
5. Pontos de situação (pesquisa e recolha de informação)
6. Tratamento das informações recolhidas e preparação do relatório e da apresentação (produção)
7. Apresentação dos trabalhos
8. Balanço/ Avaliação
Fase 8: Avaliação
Nesta fase teremos de tentar responder à pergunta: O que conseguimos?
“Avaliação significa examinar o grau de adequação entre um conjunto de informações e um conjunto de critérios adequados, a um objectivo fixado para tomar uma decisão.” (De Ketelle; Damas, 1985)
A avaliação é um processo de reflexão que permite explicar e avaliar os resultados das acções realizadas. A avaliação permite-nos reconhecer os erros e os sucessos da nossa prática, a fim de conseguir aqueles no futuro.
Segundo Trilla (2004): devemos programar a gestão de todo o processo de avaliação. A avaliação requer uma organização e recursos específicos e sobretudo um sistema, integrado dentro do conjunto do projecto. Desta maneira a avaliação é mais um factor de gestão global da intervenção…
A avaliação não deve ser o fim em si mesmo, mas um meio para melhorar sistematicamente o processo sociocultural e para se fazer um uso adequado dos recursos disponíveis, materiais e pessoas e para alterar se necessário o decorrer da acção.
A avaliação a realizar deverá ter em conta tanto o produto final como o processo percorrido para alcançar esse produto.
Realiza-se a auto-avaliação individual e de grupo através de uma atitude crítica fase aos resultados alcançados. É importante também a avaliação regular do trabalho desenvolvido e do próprio processo; A avaliação deve ser partilhada.

Avaliar para quê?
-certificar – classificar – balanço – destacar – diagnosticar – orientar – hierarquizar – seleccionar - predizer
No processo de avaliação devemos ter em conta :
 Técnicas e instrumentos: observação; entrevista e inquéritos; sociometria; testagem
 Recursos: materiais humanos
 Critérios: adequados ao sistema; ao conteúdo; ao objectivo; às modalidades de avaliação.

Quem avalia?
Vários agentes o podem fazer: o animador; os administradores; os responsáveis pelos diferentes órgãos; a associação…
Fala-se da: Auto-avaliação, Avaliação externa, Avaliação interna, Avaliação mista


O que avaliar?
Qual deve ser o objectivo da avaliação. O objectivo pode ser encontrado de entre uma multiplicidade de aspectos. O objecto está contido em diferentes níveis de decisão:
oNível do(s) interveniente(s)
o Nível do animador
o Nível do projecto
o Nível da instituição

Como se avalia?
Sobre os meios, processos e técnicas de avaliação, existem várias formas de atenção e captação de dados, desde o questionário ao registo de vídeo, passando pela entrevista, testes pedagógicos, fichas de observação, medições, etc.

Quando se avalia?
Diz respeito à inserção avaliativa no processo sócio social. Visualmente refere-se avaliação individual, avaliação final e avaliação de processo, seja contínua ou pontual, como os momentos de avaliação.

Para que se avalia?
Está constantemente relacionado com as funções de avaliação, admite-se que as decisões avaliativas cumprem quatro funções fundamentais:
 Função diagnóstica
 Função prognóstica
 Função formativa
 Função sumativa

Avaliar é estimular, apreciar, calcular o valor de uma coisa. Neste sentido avaliar é uma actividade humana constante, já que a todo o momento temos de recolher informações do meio, valorizar essas informações e decidir em conformidade. Trata-se de um mecanismo básico de processamento de informações por parte do ser humano. (Rosado e Calaço; 2002)

Que tem como princípios básicos: A promoção da igualdade de direitos; a promoção do sucesso; a continuidade; a correcção; acompreensão; promoção da participação de todos os envolvidos; definição dos processos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Metodologia do Projecto e o Animador Sociocultural

É uma proposta pedagógica "recente", que torna possível o desencadera de um verdadeiro crescimento pessoal e profissional. Consiste fundamentalmente numa actividade a desenvover em equipa, durante a qual se procura tratar de um problema (com raizes na envolvente social).

Objectivos: Contribuir para a maturação pessoal; Desenvolver o trabalho em equipa; Estimular a Cooperação entre os elementos da comunidade; Identificar e Possibilitar a compreensão dos problemas; Possibilitar o crescimento/desenvolvimento a todos os niveís; Promover todos e cada um; Perceber o investigador como pessoa reflexiva; Permitir o desenvolvimento equilibrado da pessoa humana; Priviligiar as dinâmicas de grupo.

A profissaõ de animador, como começa a perfilar-se, situa-se entre a do educador e a do agente social puro. Por isso, em muitos casos a sua formação transformou-se numa especialização da educação social ou da pedagogia social.

"O animador é um educador, porque tenta estimular a acção, o que supõe uma educação na mudança de atitudes."
Trilla (2004
Qualquer das múltiplas modalidades de animador que conhecemos pressupõe uma acção educativa, que se exerce, com grupos ou colectivos mais amplos.
O perfil do animador ideal, na metodologia do projecto, define-se pela dimensão cognitiva, o traço mais valorizado é o espirito reflexivo; na dimensão afectiva, o equlibrio emocional; na dimensão social e de relacionamento, a empatia e a capacidade para motivar e, na dimensão moral, a honestidade. Assim como pelos valores de participação, liberdade, relações humanas, igualdade, comunicação, solidadriedade, etc.
As funções do animador, segundo Antonio del Valle (1972), são as seguintes:
- Realização de estudos de situação, de actividades ou de projectos de transformação;
- Promover e orientar grupos de acção e de reflexão;
- Suscitar e propor iniciativas que possam transformar a situação social e cultural;
- Programação de actividades e elaboração de planos globais;
- Assegurar um relacionamento dinâmico entre a s pessoas e os grupos e as actuações comunitárias;
- (...)
O animador sociocultural, é uma pessoa do grupo e identifica-se com o projecto do grupo, acompanha-o com serenidade nas dificuldades e nos êxitos.
O projecto do animador ao seu grupo, tem como resultado o nascer de um Mundo Novo, com mais vida, com mais calor, com mais Humanidade. A sua colaboração é tão significante que deixa marcas nas pessoas em que confiou, que acolheu, que estimulou e que acompanhou.
A história de "O cepo de Oliveira", exprime o tipo de trabalho que um animador deve realizar, que é servir com grande dose de gratuidade aqueles com quem caminha, ao ponto de dar e, mais ainda, dar-se.

«Nasci para servir os outros, fiz o melhor que soube e pude no desempenho da missão que me coube. E, por isso, morro tranquilo e feliz. No punhado de cinza a que me reduzo fica a legria de me ter dado completamente aos outros, até ao fim. Eles podem nem reparar nisto, mas basta que eu o saiba.»
"O cepo de Oliveira"

Segundo Garcia (1987), deve ser designado como Animador, "Aquela pessoa que pela sua acção cria as condições mais favoráveis para conseguir a realização humana. O papel do animador deve ser encaminhado para conseguir que os menbros do grupo conheçam, se sintam e se esforcem para chegarem a serem pessoas comunitárias".



Metodologia investigação-acção

A investigação-acção: é uma metodologia de investigação orientada para o aperfeiçoamento da prática. Persegue, segundo Trilla (2004), como objectivo básico e essencial, a decisão e a mudança orientados numa dupla perspectiva:


por um lado, para a obtenção de melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, para proporcionar o aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com quem trabalha.

A investigação-acção considera o prático como um investigador priviligiado do seu próprio trabalho, que define os problemas que devem ser investigados e cuja solução deve reflectir-se na sua própria prática.
"A investigação-acção orienta-se para o aperfeiçoamento mediante a mudança e para a aprendizagem a partir das consequencias das mudanças: é participativa; segue uma espiral de ciclos de planificação, acção, observação e reflexão; é um processo sistemático de aprendizagem orientado para a práxis; exige que esta se submeta a prova e permite dar uma justificação conclusiva do trabalho sociocultural, mediante uma augumentação desenvolvida, comprovada e criticamente examinada".
(Trilla, 2004)
Esta metodologia persegue como objectivo a reflexão sobra a acção e, a partir da mesma, a sua prucura orienta-se para a construção do conhecimento cientifico e para conseguir uma mudança social através da intervenção.
As fases para levar a cabo um processo de investigação-acção, segundo Pérez Serrano (1994), são as seguintes:

1) Diagnosticar ou descobrir uma preocupação temática «problema»;

2) Construção do plano de acção;

3) Proposta prática do plano e observação da maneira como funciona;

Reflexão, interpretação e integração de resultados. Replanificação.
Como afirma Trilla (2004), este tipo de investigação adquire uma grande importância no momento actual, dado que nos oferece uma via especialmente significativa para superar os binómios teoria-prática, animador-investigador. Esta investigação tenta tornar possivel que a pratica e a teoria encontrem um espaço de diálogo comum, para que o prático se transforme em investigador, pois ninguém melhor do que ele pode conhecer os problemas que precisam de solução.
“O investigador é um explorador que caminha seguindo o rastro, as pegadas, os vestígios de outros como ele. Quando termina de segui-los, inicia a partir do novo ponto de partida um percurso rumo à verdade procurada com obsessão, a que implica atravessar bosques, caminhar debaixo de cascatas poderosas, cruzar rios indómitos e afrontar outros perigos, o maior de todos o desânimo. Mas quando chega à meta, quando descobre aquilo que procurava, saboreará de tal modo o êxito que vai querer repeti-lo e … provavelmente consagrará toda a sua vida à aventura da investigação científica.”
(Pérez, 2000: p.22, citado por Lopes, 2006: p.82)

Metodologias Quantitativas e Qualitativas

A nossa era, tanto do ponto de vista sociológico como epistemológico, é a era da complexidade. A era da complexidade requer uma melhor articulação e complementaridade entre as duas metodologias: qualitativo – quantitativo, e exige um perfil de investigador que concilie caminhos plurais e que supere a perspectiva do conhecimento único.
É mediante uma abordagem democrática/plural que procuraremos entender os comportamentos das pessoas, reconhecendo que os mesmos não podem ser apenas lidos estatisticamente, enquadrados com frieza de números e gráficos, antes deverão ser apresentados sob a forma de um estudo qualitativo, que não implique a perca da consideração do elemento humano na vida social.

Metodologias Quantitativas: esta orientação costumaexigir dados quantitativos, obtidos com instrumentos válidos e fiavéis, sendo necessária a replicação dos dados e a sua natureza nomotética.
Como afirma Trilla (2004), em geral, o seu âmbito de aplicação fica reduzido a fenómenos observáveis susceptiveis de medição, controlo experimental e analise estatística.
Na metodologia quantitativa, inclui-se as modalidades de investigação experiment5al, quase experimental, correlativa e descritiva.

Metodologias Qualitativas: a investigação qualitativa segue um processo de investigação holístico, indutivo-ideográfico, procura compreender os fenómenos e situações que estuda. Parte dos problemas reais, do questionamento da prática.
"Utiliza a via indutiva para elaborar o conhecimento e tenta compreender como as pessoas experimentam, interpretam e reconstroem os significados intersubjectivos da sua cultura. Deste modo, obtém-se um conhecimento directo da realiade social". (Trilla, 2004)
Segundo Maecelino Lopes (2006), procurar sentidos nos textos, nos relatos, nas entrevistas, nas vivencias, nas experiencias, nos sinais, nos encontros e nos desencontros, é uma tarefa árdua que nos propomos realizar de modo a formular uma interpretação aberta da sucessão de eventos que configuram a história nda Animação sociocultural em Portugal. A pluralidade metodológica, que assiste à nossa investigação e à construção do nosso objecto de estudo, inclui o recurso à entrevista como procedimento, criticamente fiável de recolha de informações.

Como metodologias orientadoas para a decisão e a mudança, pode-se recorrer à investigação etnográfica; à investigação-acção; à investigação cooperativa e colaborativa , à investigação participativa e avaliativa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Metodologias de Investigação em Animação Sociocultural

A Animação sociocultural pode considerar-se como um campo relativamente novo que aparece com grande vigor na dinâmica. Há somente algumas décadas que tentamos aproximar-nos dele por o considerarmos relevante para o aperfeiçoamento da qualidade de vida dos cidadãos e como uma ferramenta privilegiada para a mudança social.


A investigação no campo da animação, segundo Trilla (2004), é muito escassa, e de uma maneira geral, os que se dedicam a estes assuntos têm dado prioridade à acção.

A investigação em animação sociocultural caracteriza-se pela utilização dos conceitos, das teorias, da linguagem, das técnicas e dos instrumentos que se empregam também noutras ciências, com o fim de dar resposta aos problemas, e interrogações que se colocam a partir dos diversos âmbitos de trabalho.

A investigação em animação orienta-se para a mudança, o aperfeiçoamento e a transformação da realidade social. Caracteriza-se pela utilização quer de metodologias quantitativas, quer qualitativas.

A dialéctica da investigação entre os paradigmas quantitativos - qualitativos, como afirma Trilla (2004), pode não ser relevante ao abordar-se a investigação na animação sociocultural, dado que precisa da contribuição de ambos para enfrentar os problemas que se apresentam. As duas perspectivas têm diversos aspectos, enriquecem-se, diversificam-se e complementam-se mutuamente.

Segundo Marcelino Lopes (2006), chegou o momento em que a investigação orientada para melhorar e transformar o social, deve-se recorrer à utilização plural de teorias e enfoques metodológicos.

A investigação em animação deve ser flexível e capaz de adaptações a cada realidade concreta. Qualquer método, com pretensão a ser designado de científico, deve ter bem patente uma dimensão heurística e promover uma acção reflexiva e organizada. A utilização de um método ou outro vai depender da natureza do problema a investigar e do grau de conhecimento que se tenha sobre o mesmo.

Toda a metodologia, quer da prática de Animação sociocultural, quer da sua reflexão é de tipo emergente e nela estão implicados procedimentos de natureza participativa e dialogante em todas as suas fases e momentos, implicando, continuamente, as pessoas.

sábado, 15 de maio de 2010

Método / Metodologia/ Técnica

Método – FILOS. Vocabulário derivado do grego meta ₊ odos quer dizer caminho ou direcção para um objectivo, um termo.
Na filosofia Antiga, podia exprimir simplesmente a pesquisa (Aristóteles) ou a especulação e contemplação da verdade (Platão) ou ainda o conhecimento pelas causas. O método é, pois, uma direcção definível, ordenada, e não fruto de mero acaso ou fortuna; direcção orientada por normas que dão garantias de facilidades, rapidez, perfeição e eficácia.
A palavra método é de origem grega e significa: “o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos factos ou na procura da verdade.” (Ruiz, 2002)
 Um método é um conjunto de princípios que orientam a selecção do objecto de estudo, a formação dos conceitos apropriados e as hipóteses. Todo o método é um caminho para chegar a algum sítio de uma maneira certa.
Com ele se relaciona a Metodologia, ou seja, a procura do método mais adequado a seguir: é uma doutrina do método. Pode designar a lógica ou a parte da lógica que estuda o método (assim a entenderam Wolff, Stuart Mill e outros, para os quais a lógica devia ocupar-se do conceito, do juízo, do raciocínio e do Método).
A Metodologia é elaborada no interior de uma disciplina científica, para garantir a utilidade e eficácia das técnicas de que essa disciplina dispõe. A metodologia, como estudo histórico, analítico e crítico, dá-nos a compreensão de métodos e técnicas com valor já comprovado na prática da investigação.
A metodologia é um conjunto de procedimentos e regras para produzir conhecimento e está interligada com o enquadramento teórico global. Portanto é algo mais que uma técnica ou um conjunto delas. As técnicas de investigação são procedimentos operativos e os instrumentos para produzir dados. Esses dados servem para compreender os fenómenos, para captar as relações entre os fenómenos e a intencionalidade das acções sem permanecer na parte exterior.
A Técnica, num sentido muito largo, é o conjunto dos meios postos em acção pelo homem com vista à obtenção dos seus fins. Num sentido mais preciso, a Técnica, diz respeito a objectivos e meios materiais, hoje prolongados até ao planeamento e à teoria dos sistemas.

Segundo Michel Thiollent (2002), a metodologia é entendida como disciplina que se relaciona com a epistemologia ou a filosofia da ciência. O seu objectivo consiste em analisar as características dos vários métodos disponíveis, avaliar as suas capacidades, potencialidades, limitações e criticar os pressupostos ou as implicações da sua utilização. Ao nível mais aplicado, a metodologia lida com a avaliação de técnicas de pesquisa e com a geração ou a experimentação de novos métodos que remetem aos modos efectivos de captar e processar informações e resolver diversas categorias de problemas teóricos e práticas da investigação. Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada como modo de conduzir a pesquisa.
A diferença entre método e técnica para este autor, reside no facto de que a segunda possui em geral um objectivo muito mais restrito do que o primeiro.
 Para Ruiz (2002), reserva-se a palavra método para significar o traçado das etapas fundamentais da pesquisa, enquanto a palavra técnica significa os diversos procedimentos ou a utilização de diversos recursos peculiares a cada objecto de pesquisa, dentro das diversas etapas do método. A técnica é a instrumentação específica da acção, e que o método é mais geral, mais amplo, menos especifico. Por isso para o autor, dentro das linhas gerais e estáveis do método. As técnicas variam muito e alteram-se e progridem de acordo com o progresso tecnológico, naturalmente.

Por exemplo, o trabalho de campo antropológico é um método de investigação no qual a observação participante, que é uma técnica de investigação, assume um papel emblemático e central. Além da observação participante, o antropólogo, pode e deve utilizar técnicas de investigação, com o objectivo de testar e comprovar as informações que obtemos (i.e.: questionários, histórias de vida, inquéritos, entrevistas, etc.).
Segundo Ander-Egg (2008), nenhuma metodologia de intervenção actua no vazio, mas sim sobre uma realidade que continuamente nos apresenta novos problemas num contexto de acelaração de mudanças.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"A Guerra do Fogo"

A Guerra do Fogo - ( La Guerre Du Feu, França/ Canadá, 1981)


SINOPSE

O filme passa-se nos tempos pré-históricos, em torno da descoberta do fogo. A tribo Ulam vive em torno de uma fonte natural de fogo. Quando este fogo se extingue, três membros saem em busca de uma nova chama. Depois de vários dias andando e enfrentando animais pré-históricos, eles encontram a tribo Ivakas, que descobriu como fazer fogo. Para que o segredo seja revelado, eles seqüestram uma mulher Ivaka. A crueldade e o rude conhecimento de ambas as tribos vão sendo revelados. O filme foi elogiado por criar ambiente e personagens convincentes, por meio da maquiagem (premiada com Oscar) e da linguagem primitiva (criada por Desmond Morris e Anthony Burgess).

Ficha Técnica:

FILME: “A Guerra do Fogo”

INTERPRETAÇÃO: Everett McGill, Ron Perlman, Nicholas Kadi, Rae Dawn Chong

REALIZAÇÃO: Jean-Jacques Annaud /1981

ARGUMENTO: Gérard Brach segundo um romance de J.H. Rosny Sr.

PRODUÇÃO: Véra Belmont, Jacques Dorfmann, Denis Héroux, John Kemeny

FOTOGRAFIA: Claude Agostini

DURAÇÃO: 125 minutos


Grelha de Observação e Análise de Sequências Fílmicas


Considere as sequências de imagens como… uma linguagem; um produto histórico e um veículo de comunicação;

Análise Globalizante

Exposição das Ideias principais

O filme guerra do fogo retrata o alvorecer da Humanidade. Retrata ainda, a evolução da espécie humana, com vários grupos de hominídeos (recolectores, canibais), estes apresentavam habilidades usos e costumes diferentes, e diferentes formas de simbolizar e expressar sensações, (cultura de cada grupo ou comunidade). Evidencia que o fogo assegurava a sobrevivência da espécie humana. Outra questão relevante que está presente na narração é a descoberta do amor. Narra a história de um personagem que passa de um estado de relações de dominância a um estado de relações emocionais.
Apresentação dos aspectos positivos / negativos

Aspectos positivos: a simplicidade com que é tratado um tema tão complexo; a vertente educativa da narração histórica das nossas origens.

Aspectos negativos: um pouco monótono, alguma imagem capaz de ferir susceptibilidades; (canibais).
Pertinência pedagógica

Perante a vigorosa narrativa identificamos, como somos seres dotados de grande capacidade de adaptação ao meio ambiente (somos animais hábitos). O filme desenha a reconstituição da pré-história, tendo como fulcro a descoberta do fogo.
Palavras-chave

Pré – História, Humanidade, Fogo, Sobrevivência, Cultura, Linguagem, Amor, Reprodução.

Análise Concentrada

Descrição do contexto e das situações/ reconstrução da temática (história)

O filme retrata um período da pré-história de dois grupos de hominídeos. O primeiro, apresenta-se muito primata (macacos) comunicam-se através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e acha que o fogo é algo sobrenatural por não dominarem ainda a técnica de produzi-lo; o outro grupo é mais evoluído tem uma comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo. Esses dois grupos entram em contacto, quando o fogo da primeira tribo é apagado, numa luta com uma tribo hominídeos mais primitivos, que disputam pela posse do fogo e do território. Três membros do primeiro grupo são destacados então para uma jornada para trazer uma nova chama acesa para a tribo. Durante o percurso, deparam -se com um grupo de canibais, e resgatam uma mulher que estes mantinham prisioneira, pertença de uma tribo mais evoluída. Esta mulher traz novos ensinamentos aos três hominídeos, como a técnica de produção do fogo, através da fricção. No encontro com a tribo da mulher resgatada, estes hominídeos percebem que há um modo diferente de viver; descobrem as diferentes formas de linguagem, o sorriso, a construções de cabanas, pintura corporais, o uso de novas ferramentas, e mesmo um modo diferente de reprodução, que passa de um estado de relações de dominância a um estado de relações emocionais.

Auto-avaliação O filme”A Guerra do Fogo” é um filme de grande conteúdo, está bem concebido, representa um marco importante na recriação ficcional dos tempos pré-históricos.

sábado, 17 de abril de 2010

Dimensões educativas

EDUCAÇÃO FORMAL: educação ou formação ministrada em instituições de educação ou formação, em que a aprendizagem é organizada, avaliada e certificada sob a responsabilidade de profissionais qualificados. Constitui uma sucessão hierárquica de educação ou formação, na qual a conclusão de um dado nível permite a progressão para níveis superiores. Geralmente, a educação formal inicia-se entre os 5 anos e os 7 anos e resulta numa qualificação reconhecida pelo sistema de educação.

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL: educação, que decorre normalmente em estruturas institucionais, devendo conferir um certificado de frequência de curso. A educação não formal pode ter lugar tanto nas instituições de ensino como fora delas, e abranger pessoas de todas as idades. Abrange áreas tão diversas como aptidões sociais, aptidões profissionais específicas e cultura geral. Este tipo de actividades não conduz a qualquer reconhecimento no sistema educativo.

EDUCAÇÃO INFORMAL: educação, que decorre na vida diária de cada indivíduo, numa base de auto-aprendizagem. A sua concretização depende assim, e em grande parte, da vontade individual, pelo que importa conhecer e caracterizar os indivíduos que realizaram este tipo de aprendizagem no período de referência. Com um carácter menos organizado e menos estruturado do que a educação formal e a educação não formal. A educação informal não envolve um professor, monitor ou equivalente. Ou seja, não há uma escola ou outra instituição directamente envolvida.

INQUÉRITO À EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS (INE, 2007)
EDUCAÇÃO FORMAL e NÃO FORMAL

Os principais dados relativos à participação em aprendizagem ao longo da vida, abrangendo as dimensões da educação formal e não formal, bem como as características das actividades educativas e formativas desenvolvidas pelos indivíduos.
Como principais conclusões ao nível da participação, salienta-se:
i) A participação em actividades de aprendizagem ao longo da vida tem grande evidência nas gerações mais jovens, sendo particularmente suportada pela participação do grupo etário com idade entre 18 e 24 anos na educação formal.
ii) A análise dos efeitos da idade na probabilidade de participação em actividades de educação não formal revela, porém, que esta não é a variável mais determinante.
iii) A escolaridade dos indivíduos tem um efeito significativo e positivo na probabilidade de participação em actividades de aprendizagem ao longo da vida: a expressão do fenómeno da aprendizagem ao longo da vida aumenta à medida que aumentam as qualificações escolares dos indivíduos.
iv) Tomando por comparação o grupo dos domésticos, a probabilidade de participar em aprendizagem ao longo da vida é superior para os estudantes, os empregados e os desempregados.
v) As categorias profissionais a que se associam mais elevados níveis de qualificações apresentam taxas de participação mais altas em aprendizagem ao longo da vida.
vi) Os indivíduos com conhecimentos em línguas estrangeiras, com níveis de competências em TIC e com hábitos de leitura de livros e jornais evidenciam níveis de participação em educação e formação mais elevados face à média.
As actividades de educação formal e não formal que os indivíduos desenvolveram foram caracterizadas em termos de áreas de educação e formação, motivações, volume de horas despendidas e despesa com as mesmas. Conclui-se que:
vii) As actividades de educação formal foram desenvolvidas principalmente nas ciências sociais, comércio e direito, na engenharia, indústrias transformadoras e construção e nos programas gerais.
viii) O grande grupo das ciências sociais, comércio e direito é também o mais representado nas actividades de educação não formal, seguido das ciências, matemática e informática, no qual se destaca a informática na óptica do utilizador.
ix) As motivações para a realização de actividades de educação formal e não formal são diferenciadas: considerando a totalidade das actividades, às primeiras associam-se sobretudo motivações de ordem pessoal (três quartos das mesmas), enquanto para as segundas se observa uma distribuição equitativa entre as motivações de ordem pessoal e profissional.
x) Em média foram gastas 77,6 horas e 629,4 euros por actividade de educação formal e 65,1 horas e 555,3 euros por actividade de educação não formal.

EDUCAÇÃO INFORMAL
Da análise da participação em actividades de aprendizagem informal desenvolvidas pelos indivíduos e da respectiva caracterização conclui-se que:
i) Aproximadamente dois quintos dos indivíduos com idade entre 18 e 64 anos desenvolveram pelo menos uma actividade de aprendizagem decorrente da sua vida quotidiana, numa base de auto-aprendizagem.
ii) Os meios de aprendizagem informal privilegiados foram: familiares, amigos, colegas; material impresso; e computadores.
iii) Os indivíduos mais jovens têm associadas taxas de participação em aprendizagem informal mais elevadas do que os mais velhos, ainda que a idade tenha um efeito reduzido ou não significativo na probabilidade de participação.
iv) O impacto do nível de escolaridade na probabilidade associada à participação em aprendizagem informal é muito significativo: quanto mais elevado o nível de escolaridade maior a probabilidade de participar neste tipo de actividades.
v) O nível de competências TIC tem igualmente um efeito significativo na probabilidade de participação.
vi) Os estudantes são quem apresenta taxas de participação mais elevadas neste domínio.
vii) Considerando a totalidade das actividades desenvolvidas, as ciências, matemática e informática são o grande grupo das áreas de educação e formação mais representado.

No universo educativo, pode-se considerar-se a Animação sociocultural dentro da Educação não formal, também chamada por educação extra-escolar,que é aquela que se dirige a pessoas de todas as idades, escolarizadas ou não, através de uma intervenção educativa fora das instituições educacionais institucionalizadas.
Na educação não formal não existe o propásito de obtenção de um reconhecimento oficial, quer seja diploma, crédito, grau académico ou certidão de capacitação.
Programas educativos: dar atenção às necessidades e aos interesses concretos das populações receptoras, utilização de metodologias activas e participativas, escassas ou nulas exigências académicas e administrativas para a inclusão nas actividades, conteúdos geralmente muito contextualizados, pouca uniformalidade quanto aos espaços e tempos, etc.
Segundo Trilla (2004), a educação formal, a não formal ou a informal não devem entender-se ou utilizar-se, de modo algum, como se se trata-se de cânones metodológicos ou de compartimentos estanques. Insistiu-se muito, na convivência de conseguir, as inter-relações entre os três sectores educativos e abrir a fronteira entre, sobretudo, a educação formal e a não formal.

Lei de Bases do Sistema Educativo Português

Lei n.º 49/2005 30 de Ago de 2005 /// Segunda alteração à Lei de Bases do Sistema Educativo

Portaria n.º 756/2007 2 de Jul de 2007 /// Revoga a Portaria n.º 18/1991, de 9 de Janeiro, que regulamenta o n.º 3 do artigo 6 da Lei n.º 46/1986, de 14 de Outubro

http://min-edu.pt/np3content/?newsId=1224&fileName=lei_49_2005.pdf

A presente lei estabelece o quadro geral do sistema educativo.
Veio criar e definir o actual sistema educativo.
Todos os portugueses têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição da Républica.

A valorização do ser humano e a formação pessoal e social de crianças e jovens foi sempre uma das preocupações que acompanhou a educação ao longo da sua história. Devem ser os seus objectivos e “tarefa de todos os agentes educativos, ou pelo menos de todos aqueles verdadeiramente interessados em educar para formar pessoas mais capazes, mais autónomas e mais felizes” (Agústi, 1993: 85), porque é neste intercâmbio de saberes e afectos que o processo de formação se desenvolve e consolida. Ensinar não é fácil e o educador/professor “tem de ser um bom animador, motivando os seus alunos para conteúdos e actividades que os interessam, a fim de neles se empenharem. Aquilo que de alguma forma nos interessa pode transformar-se em fonte de prazer e a aprendizagem lúdica aparece naturalmente” (Cabral, 2001: 243). A Animação Educativa é uma dimensão básica da Animação Sociocultural. Na esteira de Ventosa (1997: 44) é “através de três modalidades básicas: a cultural (animação cultural), a social (animação social) e a educativa (animação educativa)” que a Animação Sociocultural leva a cabo a sua missão, que é a de se ligar intimamente ao desenvolvimento do indivíduo e da comunidade em que este se insere. Contribuir para a formação de uma auto-estima forte é o objectivo principal da Animação Educativa, o que é particularmente relevante na medida que “quanto mais positiva é a nossa auto-estima mais preparados estamos para enfrentar as adversidades e resistir às frustrações, mais possibilidades temos de ser criativos no nosso trabalho e de encontrar mais oportunidades de estabelecer relações enriquecedoras, mais dispostos nos sentimentos para tratar os outros com respeito e mais satisfação encontramos pelo simples facto de vivermos” (Martínez, 2001: 95). A sua força reside, como refere Ventosa, no facto de que “enquanto a educação necessita normalmente de motivações externas para se manter como tal, a animação encontra em si mesma a sua própria motivação” (1995: 25), o que faz dela uma ferramenta privilegiada ao serviço da construção da pessoa.

sábado, 10 de abril de 2010

Sistema Educativo em Portugal

Breve caracterização do Sistema Educativo Português

Quanto à sua Natureza Pedagógica

A estrutura do sistema educativo português compreende quatro níveis principais:
a) A educação pré-escolar para crianças entre os três e os cinco anos de idade;
b) A Educação Básica que abrange os primeiros nove anos de escolaridade e cujas idades normais de frequência se situam entre os 6 e os 14 anos;
c) A Educação Secundária que corresponde aos últimos três anos da escolaridade não universitária e cujas idades normais de frequência vão dos 15 aos 17 anos; e
d) A Educação Superior que pode ocorrer em institutos politécnicos ou em universidades, normalmente a partir dos 18 anos. Para efeitos do presente artigo, consideram-se apenas os principais níveis e percursos educativos da educação não superior.




Como se pode verificar através da figura 2, a Educação Básica compreende três ciclos. O primeiro é constituído por quatro anos de escolaridade (crianças dos 6 aos 9 anos de idade); o segundo, por dois anos (crianças dos 10 aos 11 anos); e o terceiro, por três anos (crianças dos 12 aos 14 anos). Na maioria dos países europeus, esse último ciclo corresponde ao chamado Ensino Secundário Inferior.
No Ensino Secundário, a grande maioria dos alunos freqüenta um dos seguintes cursos:
a) os cursos científico-humanísticos que são gerais e académicos por natureza e que estão orientados para os alunos que pretendem prosseguir estudos no Ensino Superior;
b) os cursos tecnológicos que partilham uma parte substancial do currículo com os cursos mencionados anteriormente e que se destinam a alunos que pretendam ingressar no mercado de trabalho;
c) os cursos do ensino artístico especializado que são vocacionais por natureza e que se destinam a alunos que pretendem prosseguir uma carreira artística em artes visuais, música, dança, teatro ou outra; e
d) os cursos profissionais que se destinam a alunos cujo principal objectivo é obter qualificações e competências técnicas que lhes permitam o ingresso no mercado de trabalho.
Os três últimos cursos também permitem o prosseguimento de estudos no Ensino Superior desde que os alunos realizem os exames nacionais previstos para o efeito.

Figura 2 - Organização actual do Sistema Educativo em Portugal


Quando à sua Natureza Jurídica

O artigo 4º, do Regime Júridico das Instituiçoes de Ensino Superior refere:

1- O sistema de ensino superior compreende:
a) O sistema superior público, composto pelas instituções pertencentes ao Estado e às fundações por ele instituídas;
b) O ensino superior privado, composto pelas instituições pertencentes a entidades particulares e cooperativas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Animação Sociocultural nas Bibliotecas

Biblioteca
Na definição tradicional, biblioteca é um espaço físico em que se guardam livros. De maneira mais abrangente, biblioteca é todo espaço concreto, virtual ou híbrido, destinado a uma colecção de informação, quer sejam escritas em folhas de papel (monografias, enciclopédias, dicionários, manuais, revistas, jornais), ou ainda digitalizadas e armazenadas em outros tipos de materiais, tais como DVD’s, CD’s, VHS, fitas, etc. A biblioteca é uma instituição destinada á comunidade, um instrumento ao serviço da cultura e indispensável à formação. Como tal, deve estar atenta aos interesses e às necessidades novas, que vão surgindo na comunidade, às novas categorias de utilizadores, fazendo chegar a todos a informação pertinente.
“A biblioteca pública é a porta de acesso local ao conhecimento e à informação, proporcionando as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais.”(Unesco, 1994)

Animação Sociocultural
O objectivo de base da Animação Sociocultural, é a democratização da cultura, procurando numa cultura viva, tecida nas relações com o quotidiano, contribuir para a qualidade de vida, numa perspectiva de desenvolvimento participado.
“A ASC assume-se numa perspectiva praxiológica, transformando a passividade, a resignação e o fatalismo do viver humano em participação, autonomia e emancipação. A animação é, pois, entendida como uma estratégia para o desenvolvimento pessoal e comunitário.” (Peres, 2007)

Animação Sociocultural nas Bibliotecas
A biblioteca, inserida na comunidade, constitui uma alternativa cultural e um complemento pedagógico inestimável, com as iniciativas e estímulos pela leitura, ocupação dos tempos livres, diversificação de actividades intelectuais e recreativas, bem como as actividades de aperfeiçoamento e de criatividade. Todas as Bibliotecas deverão transformar-se no principal centro cultural da vida da comunidade, dispondo de todos os suportes de informação, beneficiando de todas as técnicas de comunicação e uma diversidade de actividades culturais e educativas. A animação cultural na biblioteca tem extensões comunitárias que desenvolve através de actividades ligadas ao texto literário, ao livro, actividades ligadas ao jornal, á pintura, á musica, ao teatro, ao cinema.

Animação da leitura
“ A animação tanto é definida como um meio para trazer á biblioteca os que não recorrem a ela espontaneamente; como um método para tirar o grande público de uma certa rotina e passividade … ou ainda como uma oportunidade para desenvolver o espírito crítico e o poder criativo dos leitores.”, (Gascuel 1994).
Com as actividades lúdicas, a Biblioteca consegue cultivar na comunidade o gosto da leitura. O lúdico que segundo Marcellino (1987), é gozar o momento, o presente, o agora. Deve relacionar-se a necessidade de trabalhar para a mudança do futuro, através da acção no presente, e a necessidade de vivenciar todo o processo de mudança, sem abrir mão do prazer.
Na base de toda a politica de promoção e desenvolvimento cultural, a leitura deve e deverá ocupar um lugar primordial. No fundo o “prazer de ler” é um bem pessoal, social, cultural e artístico.
“O livro e a leitura permanecem como instrumentos privilegiados de acesso e democratização da cultura e, por consequência, também as bibliotecas destinadas a servir o público em geral, concebidas para dar resposta às suas necessidades em termos de informação, auto-formação e ocupação dos tempos livres.” (Ministério da Educação e Cultura, Decreto-Lei nº111/87 de 11 de Março)
A leitura é uma porta que nos abre mundos, um mundo que nos revela novas realidades e novas fantasias. No final de cada livro ficamos enriquecidos com novas experiências, novas ideias, novas pessoas. Eventualmente, ficaremos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios.
“Ler é, antes de tudo, compreender”. (SILVA, Ezequiel T. da, 1992)
O Animador sociocultural, deverá pensar e realizar uma dinamização das bibliotecas, de forma a que se tornem um campo para a exploração e enriquecimento cultural, difundam o prazer da leitura, orientem o uso do livro, criem um ambiente favorável à formação do hábito de leitura e estimulem a apreciação literária.
O Animador precisa de animar o público-alvo, motivá-los continuamente para que não caiam no desânimo, para que o leitor se divirta com o livro ou com a leitura, cultive o gosto pela leitura e crie o hábito pela leitura. Só um verdadeiro leitor é capaz de transmitir a paixão pela leitura: ler e animar a ler implica paixão, e implica obviamente ler.
"Se não lemos dificilmente poderemos animar a ler. Se não nos apaixona a leitura, dificilmente conseguimos apaixonar aos outros. Só o que sente paixão, apaixona."
A promoção da leitura exige tempo, acções repetidas, fugir da “espectacularização” da leitura. Só incitamos a ler quando há um trabalho continuado, habitual e a longo prazo. Portanto, não há que ter presa, os resultados só vêm a longo prazo. As actividades de animação à leitura são um método, não um objectivo em si mesmas. O nosso trabalho como mediadores é aproximar os livros das pessoas, facilitar-lhes oportunidades de leitura. O nosso papel não é dirigir, mas propor, acompanhar na descoberta da leitura.
Animar a ler é motivar, despertar a curiosidade, contagiar, expandir, fazer chegar, é criar leitores activos, participativos, que, através da sua leitura, satisfaçam a sua curiosidade, cheguem a conclusões, contrastem com as suas próprias experiências aquilo que lêem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Livro do Curso

Licenciatura Animação Sociocultural
1º Ano


Visita: "Museu de Olaria" - Barcelos

http://www.museuolaria.org/intro.aspx









Encontro com Daniel Sampaio - Biblioteca Municipal de Valongo

Trabalho realizado por:
Maria do Céu Rocha e Susana Braga



2º Ano

"Máscaras"



Realizado por Arlinda Helena, Maria do Céu Rocha, Maria de La Salete e Maria Isabel Gautier.


3º Ano
Almoço de Natal


Alunos e Docentes do 3º ano de Animação Sociocultural e Educação Socioprofissional


Finalista!




Viagem a Berlin, Alemanha ( Maio 2010)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Onde trabalho?

"Biblioteca Municipal de Valongo"

A Biblioteca Municipal é um serviço público de natureza informativa, cultural e educativa da Câmara Municipal de Valongo, na dependência directa do Departamento da Cultura Turismo e Património Histórico, Divisão do Património Histórico e Bibliotecas e Turismo.
Está situada na cidade de Valongo, Avenida do Conhecimento, na nova centralidade, a 1 km do centro da cidade e dispõe de um autocarro a assegurar gratuitamente o percurso a todos os interessados.
Inaugurada a 17 de Junho de 2005 , é fruto da candidatura ao ministério da Cultura – Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.


Biblioteca Municipal de Valongo

É um espaço criado de raiz, com uma área bruta de 2013,5 m², num terreno e edifício propriedade da Câmara Municipal, é um espaço de cultura, lazer, ocupação dos tempos livres, bem equipada, com um motor de informação livre e responsável por uma vasta amálgama de actividades de extensão cultural.
É considerada pela CCDRN como um dos melhores equipamentos do país e pelo corpo da Faculdade Engenharia da Universidade do Porto como um “edifício inteligente”.
A Biblioteca Municipal é complementada pelos diferentes Pólos de Leitura:

Pólo de Leitura de Alfena



Instalado no Centro Cultural de Alfena, que dispõe de uma área de exposições, auditório, um pequeno bar e o Pólo de Leitura com secção infanto-juvenil e secção adultos. O mobiliário é confortável, de cores vivas e atractivas, e o espólio bibliográfico, é constituído por vários temas, abrangendo as áreas do conhecimento humano, existindo livros, álbuns ilustrados, contos, jornais e cassetes de vídeos e CD’s.


  • Pólo de Leitura de Campo




Inserido no Centro Cultural de Campo e Museu de Lousa, é um espaço criado de raiz, moderno, desde Outubro de 2001. Dispõe de uma área de exposições, sala de reuniões, auditório interior e exterior, Museu da Lousa, um pequeno Bar e Pólo de Leitura com secção para crianças e outra para adultos. O mobiliário é confortável, de cores vivas e atractivas, e o espólio bibliográfico é constituído por vários temas, abrangendo as áreas do conhecimento humano, existindo livros, álbuns ilustrados, contos, jornais e cassetes de vídeos e CD’s.

Pólo de Leitura de Sobrado





Inserido no Centro Cultural de Sobrado, é um espaço moderno, criado de raiz e com muita luz. Aberto ao público desde Julho de 2001. Dispõe de uma área de exposições, auditório, sala de reuniões e o Pólo de Leitura com secção infanto-juvenil e secção adultos.
  • Pólo Nova Vila Beatriz



Este espaço nobre da cidade de Ermesinde foi totalmente remodelado em 2005 sem, no entanto, perder as características. Este espaço contempla no piso 0, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, que é composto por uma sala de multiusos (sala da lareira) para cerca de 30 pessoas, onde se realiza conferências, debates e acções de formação, ateliês de sensibilização ambiental, e algumas actividades promovidas pela Biblioteca Municipal, como o “Fanta-sábados”, “Hora do Conto”, entre outras actividades.
No piso 1, o Pólo de Leitura da Nova Vila Beatriz, este espaço contempla uma secção infanto-juvenil e outra de adultos, com oportunidade de leitura individual e trabalho em grupo.
No exterior tem um fantástico espaço verde, onde se organizam actividades, como a “Biblioteca de Jardim”, “Ateliês de reutilização”, entre outras. A seguir à Biblioteca Municipal é o 1º maior Pólo de Leitura, o espólio bibliográfico é constituído por vários temas, abrangendo as áreas do conhecimento humano, existindo livros, álbuns ilustrados, contos, jornais e cassetes de vídeos e CD’s.

Actividades de Promoção Cultural

Assumindo-se, como veículo receptor e orientador dos Pólos de Leitura integrados nos vários Centros Culturais do Concelho, a Biblioteca Municipal é responsável por uma vasta amálgama de actividades de extensão cultural, promoção de exposições, colóquios, conferências, sessões de leitura e outras actividades de animação cultural:
· Apresentação/Lançamentos de Livros;
· Ateliês didácticos de reciclagem e reutilização;
· Bibliotecas de Jardim, durante uma semana do mês de Julho, os jardins da Biblioteca Municipal e da Vila Beatriz acolhem diferentes actividades, para as crianças, jovens e idosos.
· Ciclo de Conferências sobre o Concelho de Valongo;
· Comemorações dias especiais: Dia Internacional da Mulher; Dia Mundial da Poesia; Dia Internacional do Livro Infantil; Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor; e Aniversário da Biblioteca Municipal.
· Fantas-Sábados, a divulgação dos espaços das bibliotecas do concelho, junto dos mais pequeninos. A brincar, incutem-se conceitos sérios e ajuda-se a crescer com a noção de alguns equipamentos que mais poderão influenciar essa caminhada.
Há sábados com magia, ventriloquismo, teatro, acções de sensibilização, música, palhaços…
· Feira do Livro do Concelho, este ano a XVI edição. Mais uma vez mais o Parque Urbano de Ermesinde, acolhe esta iniciativa que aposta, por excelência, na promoção do livro e da leitura. São 40 standes em representação das principais editoras. Saldos, novidades literárias, alfarrebistas, e todos os dias com animação à tarde e à noite. Presença de escritores convidados, lançamento/apresentação de obras, grandes concertos.
· Feira do Livro Natal, realiza-se no Inverno na Biblioteca Municipal de Valongo.
· Horas do Conto, com um desafio às escolas, dramatizam-se histórias tradicionais ou não. As crianças libertam-se, encarnam os papéis preferidos, desenvolvem as suas capacidades de dicção e auto-disciplina, aumentam o sentido de responsabilidade e deleitam as centenas de outras crianças que ao longo do ano as aplaudem nos vários espaços culturais do concelho.
Montras alusivas a outros dias comemorativos;
“Os escritores visitam a Biblioteca”, actividade emblemática que aposta na vinda ao concelho de importantes nomes ligados à literatura nacional e de expressão oficial portuguesa.
Nomes como, Vítor Pinto Basto, Sandra Guimarães, Luísa Ducla Soares, Rodrigo Guedes de Carvalho, Conceição Rocha Baptista, Leopoldino Serrão, Renata Gil, Rosa Lobato Faria, José Hermano Saraiva, Miguel Sousa Tavares, Mário Cláudio, Rita Ferro, Ana Zanatti, José Luís Peixoto, José Viale Moutinho, Marcelo Rebelo de Sousa, Mia Couto, Manuel António Pina, Alice Vieira, Júlio Magalhães, Daniel Sampaio, Luandino Vieira, António Lobo Antunes, Francisco Moita Flores, Helder Pacheco, Pacheco Pereira e José Eduardo Agualusa, a Biblioteca de Valongo tem acolhido e difundido saberes e vivências em ordem a um conhecimento mais profundo e promissor.