A Animação sociocultural pode considerar-se como um campo relativamente novo que aparece com grande vigor na dinâmica. Há somente algumas décadas que tentamos aproximar-nos dele por o considerarmos relevante para o aperfeiçoamento da qualidade de vida dos cidadãos e como uma ferramenta privilegiada para a mudança social.
A investigação no campo da animação, segundo Trilla (2004), é muito escassa, e de uma maneira geral, os que se dedicam a estes assuntos têm dado prioridade à acção.
A investigação em animação sociocultural caracteriza-se pela utilização dos conceitos, das teorias, da linguagem, das técnicas e dos instrumentos que se empregam também noutras ciências, com o fim de dar resposta aos problemas, e interrogações que se colocam a partir dos diversos âmbitos de trabalho.
A investigação em animação orienta-se para a mudança, o aperfeiçoamento e a transformação da realidade social. Caracteriza-se pela utilização quer de metodologias quantitativas, quer qualitativas.
A dialéctica da investigação entre os paradigmas quantitativos - qualitativos, como afirma Trilla (2004), pode não ser relevante ao abordar-se a investigação na animação sociocultural, dado que precisa da contribuição de ambos para enfrentar os problemas que se apresentam. As duas perspectivas têm diversos aspectos, enriquecem-se, diversificam-se e complementam-se mutuamente.
Segundo Marcelino Lopes (2006), chegou o momento em que a investigação orientada para melhorar e transformar o social, deve-se recorrer à utilização plural de teorias e enfoques metodológicos.
A investigação em animação deve ser flexível e capaz de adaptações a cada realidade concreta. Qualquer método, com pretensão a ser designado de científico, deve ter bem patente uma dimensão heurística e promover uma acção reflexiva e organizada. A utilização de um método ou outro vai depender da natureza do problema a investigar e do grau de conhecimento que se tenha sobre o mesmo.
Toda a metodologia, quer da prática de Animação sociocultural, quer da sua reflexão é de tipo emergente e nela estão implicados procedimentos de natureza participativa e dialogante em todas as suas fases e momentos, implicando, continuamente, as pessoas.