“Carpe diem”

"Carpe diem"

Muitas das vezes deixamos para trás alguns sonhos, esquecidos, postos em segundo plano por uma rotina ou simplesmente constantemente adiados para um futuro incerto. Esta pequena frase invoca a capacidade de lutarmos pelos nossos sonhos, de seguir os nossos ideais e de tornar diferente cada dia.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Metodologia investigação-acção

A investigação-acção: é uma metodologia de investigação orientada para o aperfeiçoamento da prática. Persegue, segundo Trilla (2004), como objectivo básico e essencial, a decisão e a mudança orientados numa dupla perspectiva:


por um lado, para a obtenção de melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, para proporcionar o aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com quem trabalha.

A investigação-acção considera o prático como um investigador priviligiado do seu próprio trabalho, que define os problemas que devem ser investigados e cuja solução deve reflectir-se na sua própria prática.
"A investigação-acção orienta-se para o aperfeiçoamento mediante a mudança e para a aprendizagem a partir das consequencias das mudanças: é participativa; segue uma espiral de ciclos de planificação, acção, observação e reflexão; é um processo sistemático de aprendizagem orientado para a práxis; exige que esta se submeta a prova e permite dar uma justificação conclusiva do trabalho sociocultural, mediante uma augumentação desenvolvida, comprovada e criticamente examinada".
(Trilla, 2004)
Esta metodologia persegue como objectivo a reflexão sobra a acção e, a partir da mesma, a sua prucura orienta-se para a construção do conhecimento cientifico e para conseguir uma mudança social através da intervenção.
As fases para levar a cabo um processo de investigação-acção, segundo Pérez Serrano (1994), são as seguintes:

1) Diagnosticar ou descobrir uma preocupação temática «problema»;

2) Construção do plano de acção;

3) Proposta prática do plano e observação da maneira como funciona;

Reflexão, interpretação e integração de resultados. Replanificação.
Como afirma Trilla (2004), este tipo de investigação adquire uma grande importância no momento actual, dado que nos oferece uma via especialmente significativa para superar os binómios teoria-prática, animador-investigador. Esta investigação tenta tornar possivel que a pratica e a teoria encontrem um espaço de diálogo comum, para que o prático se transforme em investigador, pois ninguém melhor do que ele pode conhecer os problemas que precisam de solução.
“O investigador é um explorador que caminha seguindo o rastro, as pegadas, os vestígios de outros como ele. Quando termina de segui-los, inicia a partir do novo ponto de partida um percurso rumo à verdade procurada com obsessão, a que implica atravessar bosques, caminhar debaixo de cascatas poderosas, cruzar rios indómitos e afrontar outros perigos, o maior de todos o desânimo. Mas quando chega à meta, quando descobre aquilo que procurava, saboreará de tal modo o êxito que vai querer repeti-lo e … provavelmente consagrará toda a sua vida à aventura da investigação científica.”
(Pérez, 2000: p.22, citado por Lopes, 2006: p.82)