“Carpe diem”

"Carpe diem"

Muitas das vezes deixamos para trás alguns sonhos, esquecidos, postos em segundo plano por uma rotina ou simplesmente constantemente adiados para um futuro incerto. Esta pequena frase invoca a capacidade de lutarmos pelos nossos sonhos, de seguir os nossos ideais e de tornar diferente cada dia.

sábado, 15 de maio de 2010

Método / Metodologia/ Técnica

Método – FILOS. Vocabulário derivado do grego meta ₊ odos quer dizer caminho ou direcção para um objectivo, um termo.
Na filosofia Antiga, podia exprimir simplesmente a pesquisa (Aristóteles) ou a especulação e contemplação da verdade (Platão) ou ainda o conhecimento pelas causas. O método é, pois, uma direcção definível, ordenada, e não fruto de mero acaso ou fortuna; direcção orientada por normas que dão garantias de facilidades, rapidez, perfeição e eficácia.
A palavra método é de origem grega e significa: “o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos factos ou na procura da verdade.” (Ruiz, 2002)
 Um método é um conjunto de princípios que orientam a selecção do objecto de estudo, a formação dos conceitos apropriados e as hipóteses. Todo o método é um caminho para chegar a algum sítio de uma maneira certa.
Com ele se relaciona a Metodologia, ou seja, a procura do método mais adequado a seguir: é uma doutrina do método. Pode designar a lógica ou a parte da lógica que estuda o método (assim a entenderam Wolff, Stuart Mill e outros, para os quais a lógica devia ocupar-se do conceito, do juízo, do raciocínio e do Método).
A Metodologia é elaborada no interior de uma disciplina científica, para garantir a utilidade e eficácia das técnicas de que essa disciplina dispõe. A metodologia, como estudo histórico, analítico e crítico, dá-nos a compreensão de métodos e técnicas com valor já comprovado na prática da investigação.
A metodologia é um conjunto de procedimentos e regras para produzir conhecimento e está interligada com o enquadramento teórico global. Portanto é algo mais que uma técnica ou um conjunto delas. As técnicas de investigação são procedimentos operativos e os instrumentos para produzir dados. Esses dados servem para compreender os fenómenos, para captar as relações entre os fenómenos e a intencionalidade das acções sem permanecer na parte exterior.
A Técnica, num sentido muito largo, é o conjunto dos meios postos em acção pelo homem com vista à obtenção dos seus fins. Num sentido mais preciso, a Técnica, diz respeito a objectivos e meios materiais, hoje prolongados até ao planeamento e à teoria dos sistemas.

Segundo Michel Thiollent (2002), a metodologia é entendida como disciplina que se relaciona com a epistemologia ou a filosofia da ciência. O seu objectivo consiste em analisar as características dos vários métodos disponíveis, avaliar as suas capacidades, potencialidades, limitações e criticar os pressupostos ou as implicações da sua utilização. Ao nível mais aplicado, a metodologia lida com a avaliação de técnicas de pesquisa e com a geração ou a experimentação de novos métodos que remetem aos modos efectivos de captar e processar informações e resolver diversas categorias de problemas teóricos e práticas da investigação. Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada como modo de conduzir a pesquisa.
A diferença entre método e técnica para este autor, reside no facto de que a segunda possui em geral um objectivo muito mais restrito do que o primeiro.
 Para Ruiz (2002), reserva-se a palavra método para significar o traçado das etapas fundamentais da pesquisa, enquanto a palavra técnica significa os diversos procedimentos ou a utilização de diversos recursos peculiares a cada objecto de pesquisa, dentro das diversas etapas do método. A técnica é a instrumentação específica da acção, e que o método é mais geral, mais amplo, menos especifico. Por isso para o autor, dentro das linhas gerais e estáveis do método. As técnicas variam muito e alteram-se e progridem de acordo com o progresso tecnológico, naturalmente.

Por exemplo, o trabalho de campo antropológico é um método de investigação no qual a observação participante, que é uma técnica de investigação, assume um papel emblemático e central. Além da observação participante, o antropólogo, pode e deve utilizar técnicas de investigação, com o objectivo de testar e comprovar as informações que obtemos (i.e.: questionários, histórias de vida, inquéritos, entrevistas, etc.).
Segundo Ander-Egg (2008), nenhuma metodologia de intervenção actua no vazio, mas sim sobre uma realidade que continuamente nos apresenta novos problemas num contexto de acelaração de mudanças.