“Carpe diem”

"Carpe diem"

Muitas das vezes deixamos para trás alguns sonhos, esquecidos, postos em segundo plano por uma rotina ou simplesmente constantemente adiados para um futuro incerto. Esta pequena frase invoca a capacidade de lutarmos pelos nossos sonhos, de seguir os nossos ideais e de tornar diferente cada dia.

sábado, 17 de abril de 2010

Dimensões educativas

EDUCAÇÃO FORMAL: educação ou formação ministrada em instituições de educação ou formação, em que a aprendizagem é organizada, avaliada e certificada sob a responsabilidade de profissionais qualificados. Constitui uma sucessão hierárquica de educação ou formação, na qual a conclusão de um dado nível permite a progressão para níveis superiores. Geralmente, a educação formal inicia-se entre os 5 anos e os 7 anos e resulta numa qualificação reconhecida pelo sistema de educação.

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL: educação, que decorre normalmente em estruturas institucionais, devendo conferir um certificado de frequência de curso. A educação não formal pode ter lugar tanto nas instituições de ensino como fora delas, e abranger pessoas de todas as idades. Abrange áreas tão diversas como aptidões sociais, aptidões profissionais específicas e cultura geral. Este tipo de actividades não conduz a qualquer reconhecimento no sistema educativo.

EDUCAÇÃO INFORMAL: educação, que decorre na vida diária de cada indivíduo, numa base de auto-aprendizagem. A sua concretização depende assim, e em grande parte, da vontade individual, pelo que importa conhecer e caracterizar os indivíduos que realizaram este tipo de aprendizagem no período de referência. Com um carácter menos organizado e menos estruturado do que a educação formal e a educação não formal. A educação informal não envolve um professor, monitor ou equivalente. Ou seja, não há uma escola ou outra instituição directamente envolvida.

INQUÉRITO À EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS (INE, 2007)
EDUCAÇÃO FORMAL e NÃO FORMAL

Os principais dados relativos à participação em aprendizagem ao longo da vida, abrangendo as dimensões da educação formal e não formal, bem como as características das actividades educativas e formativas desenvolvidas pelos indivíduos.
Como principais conclusões ao nível da participação, salienta-se:
i) A participação em actividades de aprendizagem ao longo da vida tem grande evidência nas gerações mais jovens, sendo particularmente suportada pela participação do grupo etário com idade entre 18 e 24 anos na educação formal.
ii) A análise dos efeitos da idade na probabilidade de participação em actividades de educação não formal revela, porém, que esta não é a variável mais determinante.
iii) A escolaridade dos indivíduos tem um efeito significativo e positivo na probabilidade de participação em actividades de aprendizagem ao longo da vida: a expressão do fenómeno da aprendizagem ao longo da vida aumenta à medida que aumentam as qualificações escolares dos indivíduos.
iv) Tomando por comparação o grupo dos domésticos, a probabilidade de participar em aprendizagem ao longo da vida é superior para os estudantes, os empregados e os desempregados.
v) As categorias profissionais a que se associam mais elevados níveis de qualificações apresentam taxas de participação mais altas em aprendizagem ao longo da vida.
vi) Os indivíduos com conhecimentos em línguas estrangeiras, com níveis de competências em TIC e com hábitos de leitura de livros e jornais evidenciam níveis de participação em educação e formação mais elevados face à média.
As actividades de educação formal e não formal que os indivíduos desenvolveram foram caracterizadas em termos de áreas de educação e formação, motivações, volume de horas despendidas e despesa com as mesmas. Conclui-se que:
vii) As actividades de educação formal foram desenvolvidas principalmente nas ciências sociais, comércio e direito, na engenharia, indústrias transformadoras e construção e nos programas gerais.
viii) O grande grupo das ciências sociais, comércio e direito é também o mais representado nas actividades de educação não formal, seguido das ciências, matemática e informática, no qual se destaca a informática na óptica do utilizador.
ix) As motivações para a realização de actividades de educação formal e não formal são diferenciadas: considerando a totalidade das actividades, às primeiras associam-se sobretudo motivações de ordem pessoal (três quartos das mesmas), enquanto para as segundas se observa uma distribuição equitativa entre as motivações de ordem pessoal e profissional.
x) Em média foram gastas 77,6 horas e 629,4 euros por actividade de educação formal e 65,1 horas e 555,3 euros por actividade de educação não formal.

EDUCAÇÃO INFORMAL
Da análise da participação em actividades de aprendizagem informal desenvolvidas pelos indivíduos e da respectiva caracterização conclui-se que:
i) Aproximadamente dois quintos dos indivíduos com idade entre 18 e 64 anos desenvolveram pelo menos uma actividade de aprendizagem decorrente da sua vida quotidiana, numa base de auto-aprendizagem.
ii) Os meios de aprendizagem informal privilegiados foram: familiares, amigos, colegas; material impresso; e computadores.
iii) Os indivíduos mais jovens têm associadas taxas de participação em aprendizagem informal mais elevadas do que os mais velhos, ainda que a idade tenha um efeito reduzido ou não significativo na probabilidade de participação.
iv) O impacto do nível de escolaridade na probabilidade associada à participação em aprendizagem informal é muito significativo: quanto mais elevado o nível de escolaridade maior a probabilidade de participar neste tipo de actividades.
v) O nível de competências TIC tem igualmente um efeito significativo na probabilidade de participação.
vi) Os estudantes são quem apresenta taxas de participação mais elevadas neste domínio.
vii) Considerando a totalidade das actividades desenvolvidas, as ciências, matemática e informática são o grande grupo das áreas de educação e formação mais representado.

No universo educativo, pode-se considerar-se a Animação sociocultural dentro da Educação não formal, também chamada por educação extra-escolar,que é aquela que se dirige a pessoas de todas as idades, escolarizadas ou não, através de uma intervenção educativa fora das instituições educacionais institucionalizadas.
Na educação não formal não existe o propásito de obtenção de um reconhecimento oficial, quer seja diploma, crédito, grau académico ou certidão de capacitação.
Programas educativos: dar atenção às necessidades e aos interesses concretos das populações receptoras, utilização de metodologias activas e participativas, escassas ou nulas exigências académicas e administrativas para a inclusão nas actividades, conteúdos geralmente muito contextualizados, pouca uniformalidade quanto aos espaços e tempos, etc.
Segundo Trilla (2004), a educação formal, a não formal ou a informal não devem entender-se ou utilizar-se, de modo algum, como se se trata-se de cânones metodológicos ou de compartimentos estanques. Insistiu-se muito, na convivência de conseguir, as inter-relações entre os três sectores educativos e abrir a fronteira entre, sobretudo, a educação formal e a não formal.

Lei de Bases do Sistema Educativo Português

Lei n.º 49/2005 30 de Ago de 2005 /// Segunda alteração à Lei de Bases do Sistema Educativo

Portaria n.º 756/2007 2 de Jul de 2007 /// Revoga a Portaria n.º 18/1991, de 9 de Janeiro, que regulamenta o n.º 3 do artigo 6 da Lei n.º 46/1986, de 14 de Outubro

http://min-edu.pt/np3content/?newsId=1224&fileName=lei_49_2005.pdf

A presente lei estabelece o quadro geral do sistema educativo.
Veio criar e definir o actual sistema educativo.
Todos os portugueses têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição da Républica.

A valorização do ser humano e a formação pessoal e social de crianças e jovens foi sempre uma das preocupações que acompanhou a educação ao longo da sua história. Devem ser os seus objectivos e “tarefa de todos os agentes educativos, ou pelo menos de todos aqueles verdadeiramente interessados em educar para formar pessoas mais capazes, mais autónomas e mais felizes” (Agústi, 1993: 85), porque é neste intercâmbio de saberes e afectos que o processo de formação se desenvolve e consolida. Ensinar não é fácil e o educador/professor “tem de ser um bom animador, motivando os seus alunos para conteúdos e actividades que os interessam, a fim de neles se empenharem. Aquilo que de alguma forma nos interessa pode transformar-se em fonte de prazer e a aprendizagem lúdica aparece naturalmente” (Cabral, 2001: 243). A Animação Educativa é uma dimensão básica da Animação Sociocultural. Na esteira de Ventosa (1997: 44) é “através de três modalidades básicas: a cultural (animação cultural), a social (animação social) e a educativa (animação educativa)” que a Animação Sociocultural leva a cabo a sua missão, que é a de se ligar intimamente ao desenvolvimento do indivíduo e da comunidade em que este se insere. Contribuir para a formação de uma auto-estima forte é o objectivo principal da Animação Educativa, o que é particularmente relevante na medida que “quanto mais positiva é a nossa auto-estima mais preparados estamos para enfrentar as adversidades e resistir às frustrações, mais possibilidades temos de ser criativos no nosso trabalho e de encontrar mais oportunidades de estabelecer relações enriquecedoras, mais dispostos nos sentimentos para tratar os outros com respeito e mais satisfação encontramos pelo simples facto de vivermos” (Martínez, 2001: 95). A sua força reside, como refere Ventosa, no facto de que “enquanto a educação necessita normalmente de motivações externas para se manter como tal, a animação encontra em si mesma a sua própria motivação” (1995: 25), o que faz dela uma ferramenta privilegiada ao serviço da construção da pessoa.

sábado, 10 de abril de 2010

Sistema Educativo em Portugal

Breve caracterização do Sistema Educativo Português

Quanto à sua Natureza Pedagógica

A estrutura do sistema educativo português compreende quatro níveis principais:
a) A educação pré-escolar para crianças entre os três e os cinco anos de idade;
b) A Educação Básica que abrange os primeiros nove anos de escolaridade e cujas idades normais de frequência se situam entre os 6 e os 14 anos;
c) A Educação Secundária que corresponde aos últimos três anos da escolaridade não universitária e cujas idades normais de frequência vão dos 15 aos 17 anos; e
d) A Educação Superior que pode ocorrer em institutos politécnicos ou em universidades, normalmente a partir dos 18 anos. Para efeitos do presente artigo, consideram-se apenas os principais níveis e percursos educativos da educação não superior.




Como se pode verificar através da figura 2, a Educação Básica compreende três ciclos. O primeiro é constituído por quatro anos de escolaridade (crianças dos 6 aos 9 anos de idade); o segundo, por dois anos (crianças dos 10 aos 11 anos); e o terceiro, por três anos (crianças dos 12 aos 14 anos). Na maioria dos países europeus, esse último ciclo corresponde ao chamado Ensino Secundário Inferior.
No Ensino Secundário, a grande maioria dos alunos freqüenta um dos seguintes cursos:
a) os cursos científico-humanísticos que são gerais e académicos por natureza e que estão orientados para os alunos que pretendem prosseguir estudos no Ensino Superior;
b) os cursos tecnológicos que partilham uma parte substancial do currículo com os cursos mencionados anteriormente e que se destinam a alunos que pretendam ingressar no mercado de trabalho;
c) os cursos do ensino artístico especializado que são vocacionais por natureza e que se destinam a alunos que pretendem prosseguir uma carreira artística em artes visuais, música, dança, teatro ou outra; e
d) os cursos profissionais que se destinam a alunos cujo principal objectivo é obter qualificações e competências técnicas que lhes permitam o ingresso no mercado de trabalho.
Os três últimos cursos também permitem o prosseguimento de estudos no Ensino Superior desde que os alunos realizem os exames nacionais previstos para o efeito.

Figura 2 - Organização actual do Sistema Educativo em Portugal


Quando à sua Natureza Jurídica

O artigo 4º, do Regime Júridico das Instituiçoes de Ensino Superior refere:

1- O sistema de ensino superior compreende:
a) O sistema superior público, composto pelas instituções pertencentes ao Estado e às fundações por ele instituídas;
b) O ensino superior privado, composto pelas instituições pertencentes a entidades particulares e cooperativas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Animação Sociocultural nas Bibliotecas

Biblioteca
Na definição tradicional, biblioteca é um espaço físico em que se guardam livros. De maneira mais abrangente, biblioteca é todo espaço concreto, virtual ou híbrido, destinado a uma colecção de informação, quer sejam escritas em folhas de papel (monografias, enciclopédias, dicionários, manuais, revistas, jornais), ou ainda digitalizadas e armazenadas em outros tipos de materiais, tais como DVD’s, CD’s, VHS, fitas, etc. A biblioteca é uma instituição destinada á comunidade, um instrumento ao serviço da cultura e indispensável à formação. Como tal, deve estar atenta aos interesses e às necessidades novas, que vão surgindo na comunidade, às novas categorias de utilizadores, fazendo chegar a todos a informação pertinente.
“A biblioteca pública é a porta de acesso local ao conhecimento e à informação, proporcionando as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais.”(Unesco, 1994)

Animação Sociocultural
O objectivo de base da Animação Sociocultural, é a democratização da cultura, procurando numa cultura viva, tecida nas relações com o quotidiano, contribuir para a qualidade de vida, numa perspectiva de desenvolvimento participado.
“A ASC assume-se numa perspectiva praxiológica, transformando a passividade, a resignação e o fatalismo do viver humano em participação, autonomia e emancipação. A animação é, pois, entendida como uma estratégia para o desenvolvimento pessoal e comunitário.” (Peres, 2007)

Animação Sociocultural nas Bibliotecas
A biblioteca, inserida na comunidade, constitui uma alternativa cultural e um complemento pedagógico inestimável, com as iniciativas e estímulos pela leitura, ocupação dos tempos livres, diversificação de actividades intelectuais e recreativas, bem como as actividades de aperfeiçoamento e de criatividade. Todas as Bibliotecas deverão transformar-se no principal centro cultural da vida da comunidade, dispondo de todos os suportes de informação, beneficiando de todas as técnicas de comunicação e uma diversidade de actividades culturais e educativas. A animação cultural na biblioteca tem extensões comunitárias que desenvolve através de actividades ligadas ao texto literário, ao livro, actividades ligadas ao jornal, á pintura, á musica, ao teatro, ao cinema.

Animação da leitura
“ A animação tanto é definida como um meio para trazer á biblioteca os que não recorrem a ela espontaneamente; como um método para tirar o grande público de uma certa rotina e passividade … ou ainda como uma oportunidade para desenvolver o espírito crítico e o poder criativo dos leitores.”, (Gascuel 1994).
Com as actividades lúdicas, a Biblioteca consegue cultivar na comunidade o gosto da leitura. O lúdico que segundo Marcellino (1987), é gozar o momento, o presente, o agora. Deve relacionar-se a necessidade de trabalhar para a mudança do futuro, através da acção no presente, e a necessidade de vivenciar todo o processo de mudança, sem abrir mão do prazer.
Na base de toda a politica de promoção e desenvolvimento cultural, a leitura deve e deverá ocupar um lugar primordial. No fundo o “prazer de ler” é um bem pessoal, social, cultural e artístico.
“O livro e a leitura permanecem como instrumentos privilegiados de acesso e democratização da cultura e, por consequência, também as bibliotecas destinadas a servir o público em geral, concebidas para dar resposta às suas necessidades em termos de informação, auto-formação e ocupação dos tempos livres.” (Ministério da Educação e Cultura, Decreto-Lei nº111/87 de 11 de Março)
A leitura é uma porta que nos abre mundos, um mundo que nos revela novas realidades e novas fantasias. No final de cada livro ficamos enriquecidos com novas experiências, novas ideias, novas pessoas. Eventualmente, ficaremos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios.
“Ler é, antes de tudo, compreender”. (SILVA, Ezequiel T. da, 1992)
O Animador sociocultural, deverá pensar e realizar uma dinamização das bibliotecas, de forma a que se tornem um campo para a exploração e enriquecimento cultural, difundam o prazer da leitura, orientem o uso do livro, criem um ambiente favorável à formação do hábito de leitura e estimulem a apreciação literária.
O Animador precisa de animar o público-alvo, motivá-los continuamente para que não caiam no desânimo, para que o leitor se divirta com o livro ou com a leitura, cultive o gosto pela leitura e crie o hábito pela leitura. Só um verdadeiro leitor é capaz de transmitir a paixão pela leitura: ler e animar a ler implica paixão, e implica obviamente ler.
"Se não lemos dificilmente poderemos animar a ler. Se não nos apaixona a leitura, dificilmente conseguimos apaixonar aos outros. Só o que sente paixão, apaixona."
A promoção da leitura exige tempo, acções repetidas, fugir da “espectacularização” da leitura. Só incitamos a ler quando há um trabalho continuado, habitual e a longo prazo. Portanto, não há que ter presa, os resultados só vêm a longo prazo. As actividades de animação à leitura são um método, não um objectivo em si mesmas. O nosso trabalho como mediadores é aproximar os livros das pessoas, facilitar-lhes oportunidades de leitura. O nosso papel não é dirigir, mas propor, acompanhar na descoberta da leitura.
Animar a ler é motivar, despertar a curiosidade, contagiar, expandir, fazer chegar, é criar leitores activos, participativos, que, através da sua leitura, satisfaçam a sua curiosidade, cheguem a conclusões, contrastem com as suas próprias experiências aquilo que lêem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Livro do Curso

Licenciatura Animação Sociocultural
1º Ano


Visita: "Museu de Olaria" - Barcelos

http://www.museuolaria.org/intro.aspx









Encontro com Daniel Sampaio - Biblioteca Municipal de Valongo

Trabalho realizado por:
Maria do Céu Rocha e Susana Braga



2º Ano

"Máscaras"



Realizado por Arlinda Helena, Maria do Céu Rocha, Maria de La Salete e Maria Isabel Gautier.


3º Ano
Almoço de Natal


Alunos e Docentes do 3º ano de Animação Sociocultural e Educação Socioprofissional


Finalista!




Viagem a Berlin, Alemanha ( Maio 2010)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Onde trabalho?

"Biblioteca Municipal de Valongo"

A Biblioteca Municipal é um serviço público de natureza informativa, cultural e educativa da Câmara Municipal de Valongo, na dependência directa do Departamento da Cultura Turismo e Património Histórico, Divisão do Património Histórico e Bibliotecas e Turismo.
Está situada na cidade de Valongo, Avenida do Conhecimento, na nova centralidade, a 1 km do centro da cidade e dispõe de um autocarro a assegurar gratuitamente o percurso a todos os interessados.
Inaugurada a 17 de Junho de 2005 , é fruto da candidatura ao ministério da Cultura – Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.


Biblioteca Municipal de Valongo

É um espaço criado de raiz, com uma área bruta de 2013,5 m², num terreno e edifício propriedade da Câmara Municipal, é um espaço de cultura, lazer, ocupação dos tempos livres, bem equipada, com um motor de informação livre e responsável por uma vasta amálgama de actividades de extensão cultural.
É considerada pela CCDRN como um dos melhores equipamentos do país e pelo corpo da Faculdade Engenharia da Universidade do Porto como um “edifício inteligente”.
A Biblioteca Municipal é complementada pelos diferentes Pólos de Leitura:

Pólo de Leitura de Alfena



Instalado no Centro Cultural de Alfena, que dispõe de uma área de exposições, auditório, um pequeno bar e o Pólo de Leitura com secção infanto-juvenil e secção adultos. O mobiliário é confortável, de cores vivas e atractivas, e o espólio bibliográfico, é constituído por vários temas, abrangendo as áreas do conhecimento humano, existindo livros, álbuns ilustrados, contos, jornais e cassetes de vídeos e CD’s.


  • Pólo de Leitura de Campo




Inserido no Centro Cultural de Campo e Museu de Lousa, é um espaço criado de raiz, moderno, desde Outubro de 2001. Dispõe de uma área de exposições, sala de reuniões, auditório interior e exterior, Museu da Lousa, um pequeno Bar e Pólo de Leitura com secção para crianças e outra para adultos. O mobiliário é confortável, de cores vivas e atractivas, e o espólio bibliográfico é constituído por vários temas, abrangendo as áreas do conhecimento humano, existindo livros, álbuns ilustrados, contos, jornais e cassetes de vídeos e CD’s.

Pólo de Leitura de Sobrado





Inserido no Centro Cultural de Sobrado, é um espaço moderno, criado de raiz e com muita luz. Aberto ao público desde Julho de 2001. Dispõe de uma área de exposições, auditório, sala de reuniões e o Pólo de Leitura com secção infanto-juvenil e secção adultos.
  • Pólo Nova Vila Beatriz



Este espaço nobre da cidade de Ermesinde foi totalmente remodelado em 2005 sem, no entanto, perder as características. Este espaço contempla no piso 0, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, que é composto por uma sala de multiusos (sala da lareira) para cerca de 30 pessoas, onde se realiza conferências, debates e acções de formação, ateliês de sensibilização ambiental, e algumas actividades promovidas pela Biblioteca Municipal, como o “Fanta-sábados”, “Hora do Conto”, entre outras actividades.
No piso 1, o Pólo de Leitura da Nova Vila Beatriz, este espaço contempla uma secção infanto-juvenil e outra de adultos, com oportunidade de leitura individual e trabalho em grupo.
No exterior tem um fantástico espaço verde, onde se organizam actividades, como a “Biblioteca de Jardim”, “Ateliês de reutilização”, entre outras. A seguir à Biblioteca Municipal é o 1º maior Pólo de Leitura, o espólio bibliográfico é constituído por vários temas, abrangendo as áreas do conhecimento humano, existindo livros, álbuns ilustrados, contos, jornais e cassetes de vídeos e CD’s.

Actividades de Promoção Cultural

Assumindo-se, como veículo receptor e orientador dos Pólos de Leitura integrados nos vários Centros Culturais do Concelho, a Biblioteca Municipal é responsável por uma vasta amálgama de actividades de extensão cultural, promoção de exposições, colóquios, conferências, sessões de leitura e outras actividades de animação cultural:
· Apresentação/Lançamentos de Livros;
· Ateliês didácticos de reciclagem e reutilização;
· Bibliotecas de Jardim, durante uma semana do mês de Julho, os jardins da Biblioteca Municipal e da Vila Beatriz acolhem diferentes actividades, para as crianças, jovens e idosos.
· Ciclo de Conferências sobre o Concelho de Valongo;
· Comemorações dias especiais: Dia Internacional da Mulher; Dia Mundial da Poesia; Dia Internacional do Livro Infantil; Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor; e Aniversário da Biblioteca Municipal.
· Fantas-Sábados, a divulgação dos espaços das bibliotecas do concelho, junto dos mais pequeninos. A brincar, incutem-se conceitos sérios e ajuda-se a crescer com a noção de alguns equipamentos que mais poderão influenciar essa caminhada.
Há sábados com magia, ventriloquismo, teatro, acções de sensibilização, música, palhaços…
· Feira do Livro do Concelho, este ano a XVI edição. Mais uma vez mais o Parque Urbano de Ermesinde, acolhe esta iniciativa que aposta, por excelência, na promoção do livro e da leitura. São 40 standes em representação das principais editoras. Saldos, novidades literárias, alfarrebistas, e todos os dias com animação à tarde e à noite. Presença de escritores convidados, lançamento/apresentação de obras, grandes concertos.
· Feira do Livro Natal, realiza-se no Inverno na Biblioteca Municipal de Valongo.
· Horas do Conto, com um desafio às escolas, dramatizam-se histórias tradicionais ou não. As crianças libertam-se, encarnam os papéis preferidos, desenvolvem as suas capacidades de dicção e auto-disciplina, aumentam o sentido de responsabilidade e deleitam as centenas de outras crianças que ao longo do ano as aplaudem nos vários espaços culturais do concelho.
Montras alusivas a outros dias comemorativos;
“Os escritores visitam a Biblioteca”, actividade emblemática que aposta na vinda ao concelho de importantes nomes ligados à literatura nacional e de expressão oficial portuguesa.
Nomes como, Vítor Pinto Basto, Sandra Guimarães, Luísa Ducla Soares, Rodrigo Guedes de Carvalho, Conceição Rocha Baptista, Leopoldino Serrão, Renata Gil, Rosa Lobato Faria, José Hermano Saraiva, Miguel Sousa Tavares, Mário Cláudio, Rita Ferro, Ana Zanatti, José Luís Peixoto, José Viale Moutinho, Marcelo Rebelo de Sousa, Mia Couto, Manuel António Pina, Alice Vieira, Júlio Magalhães, Daniel Sampaio, Luandino Vieira, António Lobo Antunes, Francisco Moita Flores, Helder Pacheco, Pacheco Pereira e José Eduardo Agualusa, a Biblioteca de Valongo tem acolhido e difundido saberes e vivências em ordem a um conhecimento mais profundo e promissor.

Onde moro?

Concelho de Valongo
  • Localização

Situado na área do Douro Litoral, Valongo é um dos 18 concelhos do distrito do Porto. Situa-se a norte do rio Douro, numa região que engloba as bacias hidrográficas dos rios Leça e Ferreira e estende-se numa área de 75,7 Km2.
Inserido na Grande Área Metropolitana do Porto , o concelho é limitado a norte com o concelho de Santo Tirso, a oeste com o concelho da Maia, a sul e a sudoeste com o concelho de Gondomar, a nordeste com o concelho de Paços de Ferreira e a nascente e a sudeste com o concelho de Paredes.







Constituído por cinco freguesias, três das quais vilas – Alfena, Campo e Sobrado – e duas cidades - Valongo, Sede de Concelho, e Ermesinde.






"É um vale imenso, ameno, com a forma de um triângulo obstusango, quasi rectângulo cujos cathetos são formados pelos montes de Santa Justa e Senhora das Chãos e a hypotenusa pelo monte do Sobrado.” (REIS, Padre Joaquim, 1904)

  • Actividades Económicas
  • Indústria Mineira Graças à riqueza do seu subsolo, uma das primeiras indústrias que aqui floresceram, foi a exploração mineira. À procura do ouro, os romanos escavaram longas galerias na Serra de Santa Justa. Das minerações ficaram a Santa Justa e a serra do Raio repletas de vestígios, através de minas (ou fojos) de extensas galerias (quilómetros), umas exploradas, outras longe disso, segundo labirínticos trabalhos subterrâneos.
    Indústria da Moagem e Panificação Outra indústria que aqui floresceu e que muito divulgou o concelho, foi a moagem e a panificação. As padeiras eram típicas imagens deste concelho que iam já em 1706 abastecer o Porto de pão, pelas ruas do burgo conduziam o burro que transportava a mercadoria, procediam à entrega de numerosas encomendas a casas comerciais ou, de porta em porta, vendiam o produto do seu trabalho a particulares. O pão pequenino, designado molete, foi inventado aqui. Durante as Invasões Francesas era em Valongo que se fazia o pão que se comia no Porto. O general francês que comandava o exército inimigo, Molet, era grande apreciador desse pão. Em Valongo, os padeiros já sabiam que todos os dias o pão tinha que estar pronto à mesma hora e quando colocavam as cestas nas carroças que iam para o Porto diziam: Lá vai o pão para o Molete! (Como não sabiam falar francês, era assim que o chamavam.) Desta forma começou-se a chamar de "moletes" aos pãezinhos pequeninos de Valongo.
    Indústria da Lousa O concelho de Valongo está desde sempre marcado por uma intensa actividade mineira. Os mais importantes recursos explorados na região foram o ouro, o antimónio e a lousa. A exploração da ardósia foi, e continua a ser outra actividade a que numerosos valonguenses se dedicaram e dedicam. A lousa era o segundo pão desta vila. A sua estrutura xistosa permite a sua separação em placas muito finas, o que fez com que, desde muito cedo, fosse usada em coberturas de edifícios, quadro escolar ou em pedras de bilhar ou bancas de laboratório, devido ao facto de não ser corroída pelos ácidos.

  • Gastronomia típica
  • A gastronomia do Concelho de Valongo é predominante típica do Norte de Portugal. Pratos como o Cabrito e a vitela, assados no forno a lenha, o Arroz de Cabidela com frango "pica minhoca", e o Cozido à Portuguesa, com os enchidos e fumados de origem. Para completar a ementa não pode faltar o pão, a regueifa - ex libris de Valongo - e os biscoitos, que pelo seu fabrico artesanal, são uma actividade com grande tradição em Valongo. O Doce Branco de Sobrado, as Sopas Secas e o Pudim de Pão, são excelentes escolhas para a sobremesa.
Regueifa

  • Artesanato
  • Brinquedos de Chapa
    Brinquedos de Madeira
    Ardósia
    Desta pedra natural, arrancada na freguesia de S. Martinho de Campo, faz-se uma enorme variedade de objectos, como sejam lousas escolares, relógios, cinzeiros, porta-chaves, tabuleiros, esculturas, e muitos outros artefactos.

  • Festas e Romarias

    Em todo o Concelho de Valongo existem cerca de 24 festas populares todas de âmbito religioso sendo a que mais se destaca a Festa de S. João de Sobrado: “A Bugiada”:
  • A Festa da Bugiada é uma manifestação popular tradicional que se realiza anualmente, no dia 24 de Junho, sob a invocação de São João, na vila de Sobrado, município de Valongo. Festa que se reporta a uma tradição medieval e que narra a disputa entre Cristãos e Mouriscos pela posse da Imagem de S. João, desenrola-se na rua, e os actores, que habitualmente ultrapassam as seis centenas, são pessoas da freguesia. Tem por detrás uma lenda transmitida oralmente de geração em geração, que remontaria ao tempo em que os muçulmanos ocuparam boa parte da Península Ibérica. Essa lenda dá conta da disputa de uma imagem milagrosa de São João, detida pelos bugios, a que os mourisqueiros pretenderiam também recorrer para salvar a filha do seu rei.
    http://static.publico.clix.pt/docs/local/festabugiada/