A sensação do vazio, de frustração e todos estes estados de espírito que fazem com que por vezes, as pessoas se sintam inúteis, é o que sentimos quando tentamos encarar mais de perto o Mundo de Hoje.
Não está nada fácil viver com toda a confusão que nos “varre” a mente, eu própria neste momento sinto uma grande confusão, porque não sei exactamente como me sinto no mundo de hoje.
É extremamente difícil caracterizar o estado de espírito, do Homem de Hoje, porque não tem sempre as mesmas reacções perante o mesmo problema. Por vezes é agressivo, e acho que neste momento toda a gente tem excesso de agressividade; reprimido muitas vezes, durante muito tempo; outras vezes, o Homem é compreensível ou, então, deixa que os problemas passem, levemente, pela sua cabeça, sem lhes dar grande importância. Mas, tenta, dentro do possível, viver pacificamente com os seus problemas nas mais diversas situações.
Como toda a gente, o Homem tem períodos de depressão intensos, por falta de uma ocupação que o realize minimamente, o que faz com que o seu poder de análise, seja mais reflectido e, consequentemente, o contacto com os outros e com os problemas seja mais preocupante, a ponto de sentir uma angústia tão grande, como se existir não fosse preciso.
A agitação, a depressão, a agressividade, a violência psicológica. Mas não só, a tensão nervosa, a presa de chegar a sítio nenhum, são estes os “problemas” de todos os dias da maior parte das pessoas; o Homem, tem que conhecer as suas capacidades para, quando começar a viajem, saber que vai a algum sítio; o fim da humanidade que o Homem tem de ajudar a construir, com calma e alegria, segundo o ritmo próprio de todas as coisas e das suas próprias capacidades.
O Homem, acho que está um bocado naquela fase, por que passam as crianças, não sabe o que quer, mas sabe muito bem o que não quer!!!
Se nos compreendêssemos melhor, poderíamos criar um mundo de Paz, Amor e União; se culturalmente estiver mais próximo, talvez se sinta melhor no mundo de hoje.
Maria do Céu Rocha
Reflexão realizada para a Unidade Curricular "A Humanidade e o Futuro"
“Carpe diem”
"Carpe diem"
Muitas das vezes deixamos para trás alguns sonhos, esquecidos, postos em segundo plano por uma rotina ou simplesmente constantemente adiados para um futuro incerto. Esta pequena frase invoca a capacidade de lutarmos pelos nossos sonhos, de seguir os nossos ideais e de tornar diferente cada dia.
Muitas das vezes deixamos para trás alguns sonhos, esquecidos, postos em segundo plano por uma rotina ou simplesmente constantemente adiados para um futuro incerto. Esta pequena frase invoca a capacidade de lutarmos pelos nossos sonhos, de seguir os nossos ideais e de tornar diferente cada dia.
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"Alforge da vida"
Caminhante,
Porque caminhas?
Calçaste as sandálias
E sem medo de represálias
Seguiste o sonho, o teu destino.
Sabes para onde vais
E as razões que te motivam.
Delineaste o teu ritmo,
Previste os obstáculos:
Não és dos que desanimam.
Ainda agora iniciaste
O percurso que te anima.
Essa fé que te acompanha
Leva uma vida que não é estranha:
Será uma luz que te ilumina.
A meta que foi traçada,
Numa certeza infinita
Testemunha o teu empenho,
O teu ser e o teu saber,
Uma imagem definida.
Num caminho delineado,
Com moderação e afinco
Temos a certeza, a firmação
De merecer admirição,
De ser seguido por quatro ou cinco.
Caminhante
Que já vais longe,
E não deixes de marchar
Sem perder todo o teu brilho,
Leva-me também contigo:
Ensina-me a caminhar.
Madalena Rubalinho
sábado, 5 de junho de 2010
Trabalho de Projecto
O que é?
É um método de trabalho que requer a participação de cada membro de um grupo.
É um trabalho de conjunto, dividido planificado e organizado de comum acordo.
Deve ser orientado para a Resolução de um Problema considerado importante e real por cada um dos participantes para permitir novas aprendizagens e ser estudado ou resolvido tendo em consideração a sociedade em que as pessoas vivem.
Para que é?
Para desenvolver competências sociais, tais como a comunicação, trabalho em equipa, gestão de conflitos, tomada de decisões e avaliação de processos;
Para ligar a teoria à prática;
Para aprender fazendo;
Para fazer uma “interdisciplinariedade” ;
Para aprender a resolver problemas, partindo das soluções e recursos exisentes,
Para promover aprendizagens e desenvolver as “multiplicadas” capacidades dos elementos do grupo.
Para quem?
Para quem gosta de se deixar surpreender pelos alunos;
Para quem acha que é possível conseguir melhor;
Para quem gosta de se divertir a trabalhar;
Para quem tem prática de animação de grupos.
Qual o objectivo?
O objectivo do Trabalho de Projecto é transformar um problema em projecto e concretizá-lo.
Ao fazer de um problema um projecto existe:
A possibilidade de obter várias repostas
A implicação dos actores
A procura de uma intencionalidade e de um “sentido das práticas”
O Trabalho de Projecto é, portanto:
Uma metodologia “investigativa” centrada na resolução de problemas pressupostos pedagógicos do projecto: Está centrado na pessoa, Numa perspectiva construtiva de “aprendiz”, em que o animador assume um papel de menor ou maior intervenção, Envolve trabalho “cooperativo”. Organização em grupo, os elementos aprendem a dividir tarefas e a coordenar esforços na tentativa de resolução de um problema
De onde veio esta ideia?
Séc.:XV – projecto surge ligado à arquitectura. Séc. XVIII - projecto surge associado ao projecto social. Séc::XIX e XX – projecto associado à “intencionalidade,” o ser humano projecta-se m direcção às suas possibilidades
”Em oposição às sociedades tradicionais, a nossa cultura tecnológica fala cada vez mais de projectos (…) através das numerosas mudanças das quais somos testemunhas e ,por vezes, actores, sentimo-nos arrastados por um tempo perspectivo e a melhor maneira de se adaptar a esse tempo é antecipar, prever o futuro.” Boutinet, 1999
Nasce como: movimento de educação progressista associado ao pensamento de Jonh Dewey (1859-1952).
“Um projecto é uma actividade intencional. Pressupõe um objectivo que dá unidade e sentido ás várias acções e está associado a um produto final.” (Kilpatrick, 1918)
Porquê o projecto agora?
A metodologia do Trabalho de Projecto dada a nova inserção social favorece não só as aprendizagens mas também a cooperação, a responsabilidade e a participação na vida social desencadeia um processo de dinamização e interacção de diferentes domínios de actividades: intelectual, criadora, afectiva, comunicativa… Faz com que cada um dos elementos intervenientes aprenda a encontrar o seu lugar no real e ser responsável por algo, gerindo o tempo e os recursos que dispõe.
O projecto de intervenção poderá considerar:
1. A fundamentação do problema;
2. A Justificação da sua pertinência;
3. A definição das metas a atingir;
4. A metodologia e estratégias de intervenção;
5. As repercussões esperadas do Projecto;
6. O Balanço/Avaliação do Projecto.
Fases do Trabalho de Projecto
1. Escolha do Problema
2. Formulação dos problemas parcelares
3. Preparação e planeamento do trabalho (planificação do processo)
4. Trabalho de campo (formulação de grupos de trabalho)
5. Pontos de situação (pesquisa e recolha de informação)
6. Tratamento das informações recolhidas e preparação do relatório e da apresentação (produção)
7. Apresentação dos trabalhos
8. Balanço/ Avaliação
Fase 8: Avaliação
Nesta fase teremos de tentar responder à pergunta: O que conseguimos?
“Avaliação significa examinar o grau de adequação entre um conjunto de informações e um conjunto de critérios adequados, a um objectivo fixado para tomar uma decisão.” (De Ketelle; Damas, 1985)
A avaliação é um processo de reflexão que permite explicar e avaliar os resultados das acções realizadas. A avaliação permite-nos reconhecer os erros e os sucessos da nossa prática, a fim de conseguir aqueles no futuro.
Segundo Trilla (2004): devemos programar a gestão de todo o processo de avaliação. A avaliação requer uma organização e recursos específicos e sobretudo um sistema, integrado dentro do conjunto do projecto. Desta maneira a avaliação é mais um factor de gestão global da intervenção…
A avaliação não deve ser o fim em si mesmo, mas um meio para melhorar sistematicamente o processo sociocultural e para se fazer um uso adequado dos recursos disponíveis, materiais e pessoas e para alterar se necessário o decorrer da acção.
A avaliação a realizar deverá ter em conta tanto o produto final como o processo percorrido para alcançar esse produto.
Realiza-se a auto-avaliação individual e de grupo através de uma atitude crítica fase aos resultados alcançados. É importante também a avaliação regular do trabalho desenvolvido e do próprio processo; A avaliação deve ser partilhada.
Avaliar para quê?
-certificar – classificar – balanço – destacar – diagnosticar – orientar – hierarquizar – seleccionar - predizer
No processo de avaliação devemos ter em conta :
Técnicas e instrumentos: observação; entrevista e inquéritos; sociometria; testagem
Recursos: materiais humanos
Critérios: adequados ao sistema; ao conteúdo; ao objectivo; às modalidades de avaliação.
Quem avalia?
Vários agentes o podem fazer: o animador; os administradores; os responsáveis pelos diferentes órgãos; a associação…
Fala-se da: Auto-avaliação, Avaliação externa, Avaliação interna, Avaliação mista
O que avaliar?
Qual deve ser o objectivo da avaliação. O objectivo pode ser encontrado de entre uma multiplicidade de aspectos. O objecto está contido em diferentes níveis de decisão:
oNível do(s) interveniente(s)
o Nível do animador
o Nível do projecto
o Nível da instituição
Como se avalia?
Sobre os meios, processos e técnicas de avaliação, existem várias formas de atenção e captação de dados, desde o questionário ao registo de vídeo, passando pela entrevista, testes pedagógicos, fichas de observação, medições, etc.
Quando se avalia?
Diz respeito à inserção avaliativa no processo sócio social. Visualmente refere-se avaliação individual, avaliação final e avaliação de processo, seja contínua ou pontual, como os momentos de avaliação.
Para que se avalia?
Está constantemente relacionado com as funções de avaliação, admite-se que as decisões avaliativas cumprem quatro funções fundamentais:
Função diagnóstica
Função prognóstica
Função formativa
Função sumativa
Avaliar é estimular, apreciar, calcular o valor de uma coisa. Neste sentido avaliar é uma actividade humana constante, já que a todo o momento temos de recolher informações do meio, valorizar essas informações e decidir em conformidade. Trata-se de um mecanismo básico de processamento de informações por parte do ser humano. (Rosado e Calaço; 2002)
Que tem como princípios básicos: A promoção da igualdade de direitos; a promoção do sucesso; a continuidade; a correcção; acompreensão; promoção da participação de todos os envolvidos; definição dos processos.
É um método de trabalho que requer a participação de cada membro de um grupo.
É um trabalho de conjunto, dividido planificado e organizado de comum acordo.
Deve ser orientado para a Resolução de um Problema considerado importante e real por cada um dos participantes para permitir novas aprendizagens e ser estudado ou resolvido tendo em consideração a sociedade em que as pessoas vivem.
Para que é?
Para desenvolver competências sociais, tais como a comunicação, trabalho em equipa, gestão de conflitos, tomada de decisões e avaliação de processos;
Para ligar a teoria à prática;
Para aprender fazendo;
Para fazer uma “interdisciplinariedade” ;
Para aprender a resolver problemas, partindo das soluções e recursos exisentes,
Para promover aprendizagens e desenvolver as “multiplicadas” capacidades dos elementos do grupo.
Para quem?
Para quem gosta de se deixar surpreender pelos alunos;
Para quem acha que é possível conseguir melhor;
Para quem gosta de se divertir a trabalhar;
Para quem tem prática de animação de grupos.
Qual o objectivo?
O objectivo do Trabalho de Projecto é transformar um problema em projecto e concretizá-lo.
Ao fazer de um problema um projecto existe:
A possibilidade de obter várias repostas
A implicação dos actores
A procura de uma intencionalidade e de um “sentido das práticas”
O Trabalho de Projecto é, portanto:
Uma metodologia “investigativa” centrada na resolução de problemas pressupostos pedagógicos do projecto: Está centrado na pessoa, Numa perspectiva construtiva de “aprendiz”, em que o animador assume um papel de menor ou maior intervenção, Envolve trabalho “cooperativo”. Organização em grupo, os elementos aprendem a dividir tarefas e a coordenar esforços na tentativa de resolução de um problema
De onde veio esta ideia?
Séc.:XV – projecto surge ligado à arquitectura. Séc. XVIII - projecto surge associado ao projecto social. Séc::XIX e XX – projecto associado à “intencionalidade,” o ser humano projecta-se m direcção às suas possibilidades
”Em oposição às sociedades tradicionais, a nossa cultura tecnológica fala cada vez mais de projectos (…) através das numerosas mudanças das quais somos testemunhas e ,por vezes, actores, sentimo-nos arrastados por um tempo perspectivo e a melhor maneira de se adaptar a esse tempo é antecipar, prever o futuro.” Boutinet, 1999
Nasce como: movimento de educação progressista associado ao pensamento de Jonh Dewey (1859-1952).
“Um projecto é uma actividade intencional. Pressupõe um objectivo que dá unidade e sentido ás várias acções e está associado a um produto final.” (Kilpatrick, 1918)
Porquê o projecto agora?
A metodologia do Trabalho de Projecto dada a nova inserção social favorece não só as aprendizagens mas também a cooperação, a responsabilidade e a participação na vida social desencadeia um processo de dinamização e interacção de diferentes domínios de actividades: intelectual, criadora, afectiva, comunicativa… Faz com que cada um dos elementos intervenientes aprenda a encontrar o seu lugar no real e ser responsável por algo, gerindo o tempo e os recursos que dispõe.
O projecto de intervenção poderá considerar:
1. A fundamentação do problema;
2. A Justificação da sua pertinência;
3. A definição das metas a atingir;
4. A metodologia e estratégias de intervenção;
5. As repercussões esperadas do Projecto;
6. O Balanço/Avaliação do Projecto.
Fases do Trabalho de Projecto
1. Escolha do Problema
2. Formulação dos problemas parcelares
3. Preparação e planeamento do trabalho (planificação do processo)
4. Trabalho de campo (formulação de grupos de trabalho)
5. Pontos de situação (pesquisa e recolha de informação)
6. Tratamento das informações recolhidas e preparação do relatório e da apresentação (produção)
7. Apresentação dos trabalhos
8. Balanço/ Avaliação
Fase 8: Avaliação
Nesta fase teremos de tentar responder à pergunta: O que conseguimos?
“Avaliação significa examinar o grau de adequação entre um conjunto de informações e um conjunto de critérios adequados, a um objectivo fixado para tomar uma decisão.” (De Ketelle; Damas, 1985)
A avaliação é um processo de reflexão que permite explicar e avaliar os resultados das acções realizadas. A avaliação permite-nos reconhecer os erros e os sucessos da nossa prática, a fim de conseguir aqueles no futuro.
Segundo Trilla (2004): devemos programar a gestão de todo o processo de avaliação. A avaliação requer uma organização e recursos específicos e sobretudo um sistema, integrado dentro do conjunto do projecto. Desta maneira a avaliação é mais um factor de gestão global da intervenção…
A avaliação não deve ser o fim em si mesmo, mas um meio para melhorar sistematicamente o processo sociocultural e para se fazer um uso adequado dos recursos disponíveis, materiais e pessoas e para alterar se necessário o decorrer da acção.
A avaliação a realizar deverá ter em conta tanto o produto final como o processo percorrido para alcançar esse produto.
Realiza-se a auto-avaliação individual e de grupo através de uma atitude crítica fase aos resultados alcançados. É importante também a avaliação regular do trabalho desenvolvido e do próprio processo; A avaliação deve ser partilhada.
Avaliar para quê?
-certificar – classificar – balanço – destacar – diagnosticar – orientar – hierarquizar – seleccionar - predizer
No processo de avaliação devemos ter em conta :
Técnicas e instrumentos: observação; entrevista e inquéritos; sociometria; testagem
Recursos: materiais humanos
Critérios: adequados ao sistema; ao conteúdo; ao objectivo; às modalidades de avaliação.
Quem avalia?
Vários agentes o podem fazer: o animador; os administradores; os responsáveis pelos diferentes órgãos; a associação…
Fala-se da: Auto-avaliação, Avaliação externa, Avaliação interna, Avaliação mista
O que avaliar?
Qual deve ser o objectivo da avaliação. O objectivo pode ser encontrado de entre uma multiplicidade de aspectos. O objecto está contido em diferentes níveis de decisão:
oNível do(s) interveniente(s)
o Nível do animador
o Nível do projecto
o Nível da instituição
Como se avalia?
Sobre os meios, processos e técnicas de avaliação, existem várias formas de atenção e captação de dados, desde o questionário ao registo de vídeo, passando pela entrevista, testes pedagógicos, fichas de observação, medições, etc.
Quando se avalia?
Diz respeito à inserção avaliativa no processo sócio social. Visualmente refere-se avaliação individual, avaliação final e avaliação de processo, seja contínua ou pontual, como os momentos de avaliação.
Para que se avalia?
Está constantemente relacionado com as funções de avaliação, admite-se que as decisões avaliativas cumprem quatro funções fundamentais:
Função diagnóstica
Função prognóstica
Função formativa
Função sumativa
Avaliar é estimular, apreciar, calcular o valor de uma coisa. Neste sentido avaliar é uma actividade humana constante, já que a todo o momento temos de recolher informações do meio, valorizar essas informações e decidir em conformidade. Trata-se de um mecanismo básico de processamento de informações por parte do ser humano. (Rosado e Calaço; 2002)
Que tem como princípios básicos: A promoção da igualdade de direitos; a promoção do sucesso; a continuidade; a correcção; acompreensão; promoção da participação de todos os envolvidos; definição dos processos.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Metodologia do Projecto e o Animador Sociocultural
É uma proposta pedagógica "recente", que torna possível o desencadera de um verdadeiro crescimento pessoal e profissional. Consiste fundamentalmente numa actividade a desenvover em equipa, durante a qual se procura tratar de um problema (com raizes na envolvente social).
Objectivos: Contribuir para a maturação pessoal; Desenvolver o trabalho em equipa; Estimular a Cooperação entre os elementos da comunidade; Identificar e Possibilitar a compreensão dos problemas; Possibilitar o crescimento/desenvolvimento a todos os niveís; Promover todos e cada um; Perceber o investigador como pessoa reflexiva; Permitir o desenvolvimento equilibrado da pessoa humana; Priviligiar as dinâmicas de grupo.
A profissaõ de animador, como começa a perfilar-se, situa-se entre a do educador e a do agente social puro. Por isso, em muitos casos a sua formação transformou-se numa especialização da educação social ou da pedagogia social.
"O animador é um educador, porque tenta estimular a acção, o que supõe uma educação na mudança de atitudes."
Trilla (2004
Qualquer das múltiplas modalidades de animador que conhecemos pressupõe uma acção educativa, que se exerce, com grupos ou colectivos mais amplos.
O perfil do animador ideal, na metodologia do projecto, define-se pela dimensão cognitiva, o traço mais valorizado é o espirito reflexivo; na dimensão afectiva, o equlibrio emocional; na dimensão social e de relacionamento, a empatia e a capacidade para motivar e, na dimensão moral, a honestidade. Assim como pelos valores de participação, liberdade, relações humanas, igualdade, comunicação, solidadriedade, etc.
As funções do animador, segundo Antonio del Valle (1972), são as seguintes:
- Realização de estudos de situação, de actividades ou de projectos de transformação;
- Promover e orientar grupos de acção e de reflexão;
- Suscitar e propor iniciativas que possam transformar a situação social e cultural;
- Programação de actividades e elaboração de planos globais;
- Assegurar um relacionamento dinâmico entre a s pessoas e os grupos e as actuações comunitárias;
- (...)
O animador sociocultural, é uma pessoa do grupo e identifica-se com o projecto do grupo, acompanha-o com serenidade nas dificuldades e nos êxitos.
O projecto do animador ao seu grupo, tem como resultado o nascer de um Mundo Novo, com mais vida, com mais calor, com mais Humanidade. A sua colaboração é tão significante que deixa marcas nas pessoas em que confiou, que acolheu, que estimulou e que acompanhou.
A história de "O cepo de Oliveira", exprime o tipo de trabalho que um animador deve realizar, que é servir com grande dose de gratuidade aqueles com quem caminha, ao ponto de dar e, mais ainda, dar-se.
«Nasci para servir os outros, fiz o melhor que soube e pude no desempenho da missão que me coube. E, por isso, morro tranquilo e feliz. No punhado de cinza a que me reduzo fica a legria de me ter dado completamente aos outros, até ao fim. Eles podem nem reparar nisto, mas basta que eu o saiba.»
"O cepo de Oliveira"
Segundo Garcia (1987), deve ser designado como Animador, "Aquela pessoa que pela sua acção cria as condições mais favoráveis para conseguir a realização humana. O papel do animador deve ser encaminhado para conseguir que os menbros do grupo conheçam, se sintam e se esforcem para chegarem a serem pessoas comunitárias".
Metodologia investigação-acção
A investigação-acção: é uma metodologia de investigação orientada para o aperfeiçoamento da prática. Persegue, segundo Trilla (2004), como objectivo básico e essencial, a decisão e a mudança orientados numa dupla perspectiva:
por um lado, para a obtenção de melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, para proporcionar o aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com quem trabalha.
A investigação-acção considera o prático como um investigador priviligiado do seu próprio trabalho, que define os problemas que devem ser investigados e cuja solução deve reflectir-se na sua própria prática.
"A investigação-acção orienta-se para o aperfeiçoamento mediante a mudança e para a aprendizagem a partir das consequencias das mudanças: é participativa; segue uma espiral de ciclos de planificação, acção, observação e reflexão; é um processo sistemático de aprendizagem orientado para a práxis; exige que esta se submeta a prova e permite dar uma justificação conclusiva do trabalho sociocultural, mediante uma augumentação desenvolvida, comprovada e criticamente examinada".
As fases para levar a cabo um processo de investigação-acção, segundo Pérez Serrano (1994), são as seguintes:
1) Diagnosticar ou descobrir uma preocupação temática «problema»;
2) Construção do plano de acção;
3) Proposta prática do plano e observação da maneira como funciona;
Reflexão, interpretação e integração de resultados. Replanificação.
Como afirma Trilla (2004), este tipo de investigação adquire uma grande importância no momento actual, dado que nos oferece uma via especialmente significativa para superar os binómios teoria-prática, animador-investigador. Esta investigação tenta tornar possivel que a pratica e a teoria encontrem um espaço de diálogo comum, para que o prático se transforme em investigador, pois ninguém melhor do que ele pode conhecer os problemas que precisam de solução.
“O investigador é um explorador que caminha seguindo o rastro, as pegadas, os vestígios de outros como ele. Quando termina de segui-los, inicia a partir do novo ponto de partida um percurso rumo à verdade procurada com obsessão, a que implica atravessar bosques, caminhar debaixo de cascatas poderosas, cruzar rios indómitos e afrontar outros perigos, o maior de todos o desânimo. Mas quando chega à meta, quando descobre aquilo que procurava, saboreará de tal modo o êxito que vai querer repeti-lo e … provavelmente consagrará toda a sua vida à aventura da investigação científica.”
por um lado, para a obtenção de melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, para proporcionar o aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com quem trabalha.
A investigação-acção considera o prático como um investigador priviligiado do seu próprio trabalho, que define os problemas que devem ser investigados e cuja solução deve reflectir-se na sua própria prática.
"A investigação-acção orienta-se para o aperfeiçoamento mediante a mudança e para a aprendizagem a partir das consequencias das mudanças: é participativa; segue uma espiral de ciclos de planificação, acção, observação e reflexão; é um processo sistemático de aprendizagem orientado para a práxis; exige que esta se submeta a prova e permite dar uma justificação conclusiva do trabalho sociocultural, mediante uma augumentação desenvolvida, comprovada e criticamente examinada".
(Trilla, 2004)
Esta metodologia persegue como objectivo a reflexão sobra a acção e, a partir da mesma, a sua prucura orienta-se para a construção do conhecimento cientifico e para conseguir uma mudança social através da intervenção.As fases para levar a cabo um processo de investigação-acção, segundo Pérez Serrano (1994), são as seguintes:
1) Diagnosticar ou descobrir uma preocupação temática «problema»;
2) Construção do plano de acção;
3) Proposta prática do plano e observação da maneira como funciona;
Reflexão, interpretação e integração de resultados. Replanificação.
Como afirma Trilla (2004), este tipo de investigação adquire uma grande importância no momento actual, dado que nos oferece uma via especialmente significativa para superar os binómios teoria-prática, animador-investigador. Esta investigação tenta tornar possivel que a pratica e a teoria encontrem um espaço de diálogo comum, para que o prático se transforme em investigador, pois ninguém melhor do que ele pode conhecer os problemas que precisam de solução.
“O investigador é um explorador que caminha seguindo o rastro, as pegadas, os vestígios de outros como ele. Quando termina de segui-los, inicia a partir do novo ponto de partida um percurso rumo à verdade procurada com obsessão, a que implica atravessar bosques, caminhar debaixo de cascatas poderosas, cruzar rios indómitos e afrontar outros perigos, o maior de todos o desânimo. Mas quando chega à meta, quando descobre aquilo que procurava, saboreará de tal modo o êxito que vai querer repeti-lo e … provavelmente consagrará toda a sua vida à aventura da investigação científica.”
(Pérez, 2000: p.22, citado por Lopes, 2006: p.82)
Metodologias Quantitativas e Qualitativas
A nossa era, tanto do ponto de vista sociológico como epistemológico, é a era da complexidade. A era da complexidade requer uma melhor articulação e complementaridade entre as duas metodologias: qualitativo – quantitativo, e exige um perfil de investigador que concilie caminhos plurais e que supere a perspectiva do conhecimento único.
É mediante uma abordagem democrática/plural que procuraremos entender os comportamentos das pessoas, reconhecendo que os mesmos não podem ser apenas lidos estatisticamente, enquadrados com frieza de números e gráficos, antes deverão ser apresentados sob a forma de um estudo qualitativo, que não implique a perca da consideração do elemento humano na vida social.
Metodologias Quantitativas: esta orientação costumaexigir dados quantitativos, obtidos com instrumentos válidos e fiavéis, sendo necessária a replicação dos dados e a sua natureza nomotética.
Como afirma Trilla (2004), em geral, o seu âmbito de aplicação fica reduzido a fenómenos observáveis susceptiveis de medição, controlo experimental e analise estatística.
Na metodologia quantitativa, inclui-se as modalidades de investigação experiment5al, quase experimental, correlativa e descritiva.
Metodologias Qualitativas: a investigação qualitativa segue um processo de investigação holístico, indutivo-ideográfico, procura compreender os fenómenos e situações que estuda. Parte dos problemas reais, do questionamento da prática.
"Utiliza a via indutiva para elaborar o conhecimento e tenta compreender como as pessoas experimentam, interpretam e reconstroem os significados intersubjectivos da sua cultura. Deste modo, obtém-se um conhecimento directo da realiade social". (Trilla, 2004)
Segundo Maecelino Lopes (2006), procurar sentidos nos textos, nos relatos, nas entrevistas, nas vivencias, nas experiencias, nos sinais, nos encontros e nos desencontros, é uma tarefa árdua que nos propomos realizar de modo a formular uma interpretação aberta da sucessão de eventos que configuram a história nda Animação sociocultural em Portugal. A pluralidade metodológica, que assiste à nossa investigação e à construção do nosso objecto de estudo, inclui o recurso à entrevista como procedimento, criticamente fiável de recolha de informações.
Como metodologias orientadoas para a decisão e a mudança, pode-se recorrer à investigação etnográfica; à investigação-acção; à investigação cooperativa e colaborativa , à investigação participativa e avaliativa.
É mediante uma abordagem democrática/plural que procuraremos entender os comportamentos das pessoas, reconhecendo que os mesmos não podem ser apenas lidos estatisticamente, enquadrados com frieza de números e gráficos, antes deverão ser apresentados sob a forma de um estudo qualitativo, que não implique a perca da consideração do elemento humano na vida social.
Metodologias Quantitativas: esta orientação costumaexigir dados quantitativos, obtidos com instrumentos válidos e fiavéis, sendo necessária a replicação dos dados e a sua natureza nomotética.
Como afirma Trilla (2004), em geral, o seu âmbito de aplicação fica reduzido a fenómenos observáveis susceptiveis de medição, controlo experimental e analise estatística.
Na metodologia quantitativa, inclui-se as modalidades de investigação experiment5al, quase experimental, correlativa e descritiva.
Metodologias Qualitativas: a investigação qualitativa segue um processo de investigação holístico, indutivo-ideográfico, procura compreender os fenómenos e situações que estuda. Parte dos problemas reais, do questionamento da prática.
"Utiliza a via indutiva para elaborar o conhecimento e tenta compreender como as pessoas experimentam, interpretam e reconstroem os significados intersubjectivos da sua cultura. Deste modo, obtém-se um conhecimento directo da realiade social". (Trilla, 2004)
Segundo Maecelino Lopes (2006), procurar sentidos nos textos, nos relatos, nas entrevistas, nas vivencias, nas experiencias, nos sinais, nos encontros e nos desencontros, é uma tarefa árdua que nos propomos realizar de modo a formular uma interpretação aberta da sucessão de eventos que configuram a história nda Animação sociocultural em Portugal. A pluralidade metodológica, que assiste à nossa investigação e à construção do nosso objecto de estudo, inclui o recurso à entrevista como procedimento, criticamente fiável de recolha de informações.
Como metodologias orientadoas para a decisão e a mudança, pode-se recorrer à investigação etnográfica; à investigação-acção; à investigação cooperativa e colaborativa , à investigação participativa e avaliativa.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Metodologias de Investigação em Animação Sociocultural
A Animação sociocultural pode considerar-se como um campo relativamente novo que aparece com grande vigor na dinâmica. Há somente algumas décadas que tentamos aproximar-nos dele por o considerarmos relevante para o aperfeiçoamento da qualidade de vida dos cidadãos e como uma ferramenta privilegiada para a mudança social.
A investigação no campo da animação, segundo Trilla (2004), é muito escassa, e de uma maneira geral, os que se dedicam a estes assuntos têm dado prioridade à acção.
A investigação em animação sociocultural caracteriza-se pela utilização dos conceitos, das teorias, da linguagem, das técnicas e dos instrumentos que se empregam também noutras ciências, com o fim de dar resposta aos problemas, e interrogações que se colocam a partir dos diversos âmbitos de trabalho.
A investigação em animação orienta-se para a mudança, o aperfeiçoamento e a transformação da realidade social. Caracteriza-se pela utilização quer de metodologias quantitativas, quer qualitativas.
A dialéctica da investigação entre os paradigmas quantitativos - qualitativos, como afirma Trilla (2004), pode não ser relevante ao abordar-se a investigação na animação sociocultural, dado que precisa da contribuição de ambos para enfrentar os problemas que se apresentam. As duas perspectivas têm diversos aspectos, enriquecem-se, diversificam-se e complementam-se mutuamente.
Segundo Marcelino Lopes (2006), chegou o momento em que a investigação orientada para melhorar e transformar o social, deve-se recorrer à utilização plural de teorias e enfoques metodológicos.
A investigação em animação deve ser flexível e capaz de adaptações a cada realidade concreta. Qualquer método, com pretensão a ser designado de científico, deve ter bem patente uma dimensão heurística e promover uma acção reflexiva e organizada. A utilização de um método ou outro vai depender da natureza do problema a investigar e do grau de conhecimento que se tenha sobre o mesmo.
Toda a metodologia, quer da prática de Animação sociocultural, quer da sua reflexão é de tipo emergente e nela estão implicados procedimentos de natureza participativa e dialogante em todas as suas fases e momentos, implicando, continuamente, as pessoas.
A investigação no campo da animação, segundo Trilla (2004), é muito escassa, e de uma maneira geral, os que se dedicam a estes assuntos têm dado prioridade à acção.
A investigação em animação sociocultural caracteriza-se pela utilização dos conceitos, das teorias, da linguagem, das técnicas e dos instrumentos que se empregam também noutras ciências, com o fim de dar resposta aos problemas, e interrogações que se colocam a partir dos diversos âmbitos de trabalho.
A investigação em animação orienta-se para a mudança, o aperfeiçoamento e a transformação da realidade social. Caracteriza-se pela utilização quer de metodologias quantitativas, quer qualitativas.
A dialéctica da investigação entre os paradigmas quantitativos - qualitativos, como afirma Trilla (2004), pode não ser relevante ao abordar-se a investigação na animação sociocultural, dado que precisa da contribuição de ambos para enfrentar os problemas que se apresentam. As duas perspectivas têm diversos aspectos, enriquecem-se, diversificam-se e complementam-se mutuamente.
Segundo Marcelino Lopes (2006), chegou o momento em que a investigação orientada para melhorar e transformar o social, deve-se recorrer à utilização plural de teorias e enfoques metodológicos.
A investigação em animação deve ser flexível e capaz de adaptações a cada realidade concreta. Qualquer método, com pretensão a ser designado de científico, deve ter bem patente uma dimensão heurística e promover uma acção reflexiva e organizada. A utilização de um método ou outro vai depender da natureza do problema a investigar e do grau de conhecimento que se tenha sobre o mesmo.
Toda a metodologia, quer da prática de Animação sociocultural, quer da sua reflexão é de tipo emergente e nela estão implicados procedimentos de natureza participativa e dialogante em todas as suas fases e momentos, implicando, continuamente, as pessoas.
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